A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
Na contemporaneidade, a pesquisa científica nas universidades brasileiras tem enfrentado grandes dificuldades, haja vista a redução de investimento nessa área. Nesse contexto, a falta de investimento e a falta de infraestrutura constituem os principais entraves dessa problemática.
Inicialmente, a falta de investimento configura-se como um complexo dificultador. Segundo dados da Fundação Getúlio Vargas, a taxa de investimento no Brasil, somando o setor público e privado, está no seu menor nível dos ultimos 50 anos. Dessa forma, no Brasil, as universidades têm sofrido com o corte de gastos do governo federal e os alunos e professores têm arcado com os gastos adicionais para que os projetos não fiquem prejudicados. Como há uma lacuna financeira, principalmente no investimento nessas instituições, o desenvolvimento da pesquisa cientifíca fica prejudicado. Assim, a priorização do dinheiro público em outros setores atua como um forte empecilho ao desenvolvimento cientifíco no Brasil.
Ademais, outro ponto relevante, nessa temática é a falta de infraestrutura. As universidades públicas realizam mais de 95% da pesquisa científica do país, contrariamente, têm uma deficiência na estrutura de materiais e equipamentos. Devido a lacuna financeira, a manuteção e troca de equipamentos fica prejudicada, por exemplo, nos laborátorios do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais, a falta de verbas acarretou na indisponibilidade de reagentes químicos para as aulas e pesquisas da instituição. Essa fato, por sua vez, se contrapõe à Constituição Federal brasileira, a qual garante acesso à educação.
É necessário, portanto, que ações sejam desenvolvidas para a promoção do desenvolvimento cientifíco no país. Sendo assim, é essencial que o Ministério da Economia promova em parceria com o Governo Federal a destinação de verbas e equipamentos nas universidades públicas, a fim de promover a pesquisa nesses centros e melhorar o ensino superior gratuito. Dessa forma, o Brasil poderá melhorar a pesquisa nesses centros.