A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
Logo no início da pandemia de COVID-19, Taiwan, liderado por Tsai Ing-Wen, saiu na frente. Com um programa sanitário audacioso, a ilha reduziu ao mínimo os contágios, graças ao trabalho de uma excelente equipe científica multidisciplinar. Esse fato demonstra que o talento de pessoas bem preparadas constitui um ativo importante para a economia de um país e, no Brasil, a Universidade Pública é o lugar por excelência da formação e atuação desses profissionais, cuja criatividade não apenas serve para solucionar contingências, mas também para propor um futuro.
Atualmente, segundo dados da CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento do pessoal de Ensino Superior), as Universidades Públicas respondem por mais de 90% da pesquisa científica no país, especialmente as que estão localizadas na região Sudeste. Isso se deve ao fato de que a iniciativa privada por aqui, tradicionalmente, esteve ligada ao setores econômicos tradicionais e altamente dependentes de tecnologia importada, quando perceberam que inovar também é um negócio rentável e importante, encontraram a resistência das instituição de pesquisa.
A seu turno, por temer comprometer sua autonomia acadêmica, como aponta Jaime Santana da UnB, muitas universidades se fecham à iniciativa privada e deixam de prestar sua colaboração ao incremento tecnológico do parque industrial brasileiro. A experiência internacional, no entanto, mostra como essa mútua cooperação significativos progressos, por exemplo, a cooperação entre a Apple e institutos públicos de pesquisa nos EUA.
Portanto, investir em ciência significa, principalmente, ser protagonistas em um mundo complexo. Desse modo, é importante que as Universidades públicas e a iniciativa privada encontrem caminhos de colaboração, de modo que a empresa invista em pesquisa e a universidade desenvolva produtos, soluções e serviços que atendam às necessidades de um Mercado cada vez mais exigente e de uma sociedade carente, pois é inegável que, embora indispensável, o financiamento estatal é insuficiente para sustentar as múltiplas urgências da ciência e da pesquisa.