A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 14/01/2021
Na obra ficcional ‘’Guerra Mundial Z’’, um vírus desconhecimento passa a assombrar a população da Terra e todos os infectados se tornam zumbis. Os governos, dispostos a acabar com essa praga, investem dinheiro e proteção nos pesquisadores responsáveis pela futura vacina. De maneira análoga à história fictícia, nota-se a necessidade da ciência para a sobrevivência humana, contudo, a pesquisa científica nas universidades brasileiras enfrenta diversos desafios. Logo, medidas devem ser tomadas, analisando o corte de verbas, bem como a fuga de cérebros.
Deve-se pontuar, de início, que durante o Renascimento, se estreou o processo de diversas descobertas sobre o corpo humano. Para que essas descobertas fossem possíveis, os reis faziam grandes investimentos na busca por inovações. No entanto, hodiernamente, é notório que essa mentalidade não persiste, uma vez que, a partir da crise econômica de 2016, o corte de verbas tem sido constantes por conta da priorização a áreas com retorno financeiro imediato. Consequentemente, estudos promissores permanecem estagnados, sendo esta, uma grande perda para o avanço da ciência e tecnologia do Brasil.
Sob esse viés, pode-se apontar, ainda, que o desenvolvimento da vacina para a COVID-19 da Universidade de Oxford é liderada por um brasileiro. Assim, o que aparenta ser um grande feito para a nação, é na verdade uma consequência da fuga de cérebros, ou seja, a ida de acadêmicos para o exterior, devido a maiores investimentos em suas pesquisas, além de maiores salários. Dessa forma, com pouco estímulo governamental, estudiosos são forçados a deixar seu país, o que acarreta a perda de investimentos em estudos locais e na dependência estrangeira para a resolução de problemas locais.
Em suma, é evidente a necessidade de propostas afim de reduzir o corte de verbas, como também a fuga de cérebros. O Ministério da Economia, orgão responsável pelas políticas financeiras, deve desenvolver o programa nacional ‘’Científica-se’’, que irá promover investimentos da iniciativa privada, por meio de reduções tributárias, com o objetivo de promover o avanço de diversos ensaios. Além disso, o Ministério da Educação, responsável pelas políticas educacionais, deve aumentar o número de bolsas pesquisa, por meio da ampliação de verba, afim de manter pesquisadores no país. Sendo assim, possível reduzir os desafios da pesquisa científica nas universidades do Brasil e promover a valorização vista na obra ficcional.