A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

A primeira universidade do mundo foi criada no ano de 1150, em Bolonha, na Itália, em que o acesso ao local de conhecimento era próprio a uma elite financeira, tornando-a também intelectual. Ao contrário do exposto, no Brasil, hodiernamente o ingresso às universidades ocorrem também de maneira gratuita, cuja as faculdades públicas são exemplo e demonstram eficácia em desenvolvimentos de pesquisa científicas. Contudo, apesar de 95% das pesquisas do ramo serem desas insituições, os cortes nas verbas ao setor é um realidade, fator que cooepra para a perda e retardadamento informacional ao país.

Os cortes de capital financeiro, antes destinados a orgãos como o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), passaram a ocorrer desde o último mandato da presidenta Dilma (PT) e continuaram de forma acentuada posteriormente. Consoante a isso, as justificativas giram em torno da deficiência financeira do país, em que em meados de 2016 adotou um teto para os gastos referentes a pesquisa. Como consequência, o Brasil adota verbas que não acompanham a real necessidade de setores científicos, assim o país pouco se beneficia dos avanços que poderiam ocorrer e cooperar com o bem estar populacional e econômico do país, como por exemplo, o caso realizado -porém, paralisado por falta de dinheiro- na Federal do Rio Grande do Sul que desenvolveu medicamentos que diminuem gorduras em vasos e artérias, doença que evitada ou curada pouparia cerca de 90 milhões de reais ao Sistema Único de Saúde e à previdência social.

Ao contrário do cenário brasileiro de produção científica, os investimentos nessa área em países desenvolvidos recebem investimentos expressivos dos governos, como nos Estados Unidos que apresenta cerca de 2,75% do seu Produto Interno Bruto(PIB) destinado a isso, segundo o Jornal Usp. Todavia, tal realidade se mostra divergente no Brasil, em que apenas 1,3% do seu PIB é direcionado à pesquisas, com isso, dá-se um retardado no desenvolvimento científico nacional quando se comparado a outras naçõe. Entretando, apesar dos contextos adversos aos estudos, o Brasil se mostra merecedor de altos investimentos, já que recentemente, durante a pandemia do Corona Vírus, o Instituto Butantã foi pioneiro em apresentar uma vacina com eficácia comprovada contra o vírus.

Destarte, cabe à União descongelar os gastos referentes a pesquisa científica no país, tratando-a como investimento e não custo, por meio de novas proporções no repasse dos impostos arrecadados pelo Estado. Dessa forma, será entregue ao Ministério da Educação verbas mais acentuadas a esse setor e distribuidas, posteriormente, aos centros de estudo. Logo, o país mostrará resultados que auxiliarão a população e o governo, em seus desenvolvimentos financeiros e sociais.