A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
No filme “A Teoria de Tudo”, é exposto, em meio ao enfrentamento de uma doença degenerativa, o processo de estudo científico do famoso físico Stephen Hawking na Universidade de Oxford. Fora do universo cinematográfico, na realidade hodierna brasileira torna-se cada vez mais rara a possibilidade de, tal como Hawking, iniciar uma pesquisa científica em alguma universidade. Diante disso, com o objetivo de formular uma intervenção que vise amenizar a problemática levantada, é necessário o debate a respeito do caráter vital da produção científica para o país e da falta de investimentos governamentais para tal área.
Em primeira análise, é fundamental a permanência e a expansão da pesquisa científica nas universidades brasileiras. Nesse viés, tal como afirmado pelo filósofo Immanuel Kant, “O homem é aquilo que a educação faz dele”, se faz evidente que o progresso da sociedade baseia-se, em grande parcela, na possibilidade de descobertas a respeito de como melhorar a vida humana ou entender como ela funciona. Assim, o trabalho de pesquisadores é essencial para o desenvolvimento social e humano, tendo em vista que, somente com ele, torna-se possível a criação de novas tecnologias, medicamentos, vacinas e outros tantos benefícios.
Entretanto, a capacidade da produção científica de trazer melhorias ao país e à população é afetada pelo pouco investimento estatal que recebe. Nesse sentido, mesmo que, segundo a Constituição federal de 1988, a educação superior pública seja um direito, tal prerrogativa não se aplica na realidade brasileira da inovação científica. Exemplo disso se encontra no fato de, segundo a Organização ABC, o investimento brasileiro em inovação, ciência e educação não se aproximar nem ao menos dos 2% do PIB que deveriam ser destinados para essa área, tornando a pesquisa científica cada vez mais fragilizada. Desse modo, verifica-se a indiferença estatal em relação ao desenvolvimento científico, o que necessita ser mudado.
Logo, urge que uma intervenção seja aplicada sobre a problemática levantada. Portanto, o Ministério da Educação deve ampliar os recuros destinados às universidades públicas e aos programas de pesquisa, a partir da criação de um fundo monetário destinado ao aumento de verbas para a área. Com isso, será possível cumprir o que é determinado na Constituição, garantindo o aumento de pesquisas científicas nacionais e, consequentemente, o progresso do país.