A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

Desenvolvimento científico é todo mecanismo criado a partir do método científico, cujo objetivo é o bem-estar da sociedade. Nessa perspectiva, é evidenciado que no Brasil as universidades públicas são as grandes responsáveis pelas inovações tecnológicas de todo território nacional, porém vem tendo que diminuir a quantidade de pesquisas pela falta de verba disponível para essa atividade. Diante disso, cabe avaliar não só o descompromisso do governo com a educação, mas também a escassez de parcerias entre a iniciativa privada e as universidades como principais causadoras da problemática.

Primeiramente, comprova-se que os últimos três presidentes do país fizeram algum tipo de cortes na educação pública de ensino superior -como contingenciamento de mais de um bilhão de reais em 2019- que acarretaram na interrupção, ou fim definitivo, de várias pesquisas universitárias. Neste viés, as escolas de nível superior não serão as únicas prejudicadas, mas também todas as populações que seriam beneficiadas com os trabalhos dos alunos e professores, a exemplo do doutor em bioquímica Paulo Ivo da UFRGS que estava desenvolvendo um fármaco que diminuiria o acúmulo de gordura nos vasos sanguínios e artérias, e com o corte das verbas teve que mudar de 30 pesquisadores para apenas 4, que acarretou no atraso e na falta de recurso para testes em humanos. Dessa forma, é comprovado que o Governo Federal não se preocupa com os cidadões pois sua missão e desrespeito são evidenciados através da má gestão dos recursos arrecadados com impostos.

Outrossim, a iniciativa privada investe muito pouco em parcerias com as pesquisas científicas, tanto na fase de desenvolvimento, quanto na aplicação ao mercado, a exemplificação, em 2020 o aluno de química da UFG, Diericon Sousa desenvolveu um sensor capaz de medir o nível de oxigênio no sangue, uma forma mais rápida e barata que o convencional, -que utiliza um oxímetro- ajudando, assim, no tratamento de pessoas com Sars-cov-2, entretanto não houve qualquer empresa intereçada no produto e que pudesse coloca-lo no mercado. Nesse contesto, evitou que o projeto fosse disponibilizado as pessoas. Assim, é comprovada a necessidade da parceria entre privado e universidade, que ajudará na produção de pesquisas que serão  usadas no tratamento de doenças.

Nota-se, portanto, que o poder legislativo em parceria com o Ministério da Educação, crie uma lei que garanta que não possa mais ocorrer qualquer outro tipo de corte na verba das universidades e na diminuição dos impostos e burocracias para empresas investirem na pesquisa científica das faculdades. Por meio de cooperação público-privado, em que, a empresa que destinar recursos a pesquisa terá a maior parte da patente do produto que será desenvolvido, com o intuito de ter maiores investimentos nas pesquisas universitárias, que tanto agregam no desenvolvimento técnico-científico do país.