A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
“A educação sozinha não transforma a sociedade e sem ela tampouco a sociedade muda”. Semelhante à situação exposta na citação de Paulo Freire, um dos fatores que atrapalham o desenvolvimento da nação brasileira, devido a questões governamentais, é a dificuldade em promover e manter pesquisas científicas nas universidades. Dessa forma, convém analisarmos a principal causa e consequência dessa problemática no Brasil.
A princípio, pode-se dizer que a negligência do Estado contribui para o declínio do número de projetos científicos. Com relação a isso, Arthur Lewis diz que educação nunca é despesa, sempre é investimento com retorno garantido. Contudo, a realidade brasileira não condiz com o pensamento do economista britânico, visto que o Governo Federal realiza constantemente corte de gastos e de verbas das pesquisas realizadas nas faculdades públicas. Como consequência, infelizmente, os cientistas são impossibilitados de continuarem o desenvolvimento de estudos.
Ademais, percebe-se que a migração de estudantes e pesquisadores para o exterior é um dos legados deixado pela falta de investimentos no campo científico. Esse fenômeno é denominado “fuga de cérebros” e ocorre por causa do incentivo financeiro e da infraestrutura de qualidade, como laboratórios, que países estrangeiros oferecem aos universitários brasileiros. Diante disso, é inadmissível o fato de que nosso país não forneça recursos necessários para o desenvolvimento de novas tecnologias nas universidades por meio de estudos.
O Governo, portanto, deve auxiliar e promover os projetos científicos das instituições educacionais, por meio da criação de uma infraestrutura de qualidade e do apoio financeiro dado aos estudantes e iniciadores científicos, como a disponibilização de bolsas mensais de pelo menos 5 salários mínimos. Espera-se, com isso, possibilitar o avanço das diversas áreas da ciência nas universidades brasileiras e, assim, diminuir a fuga de cérebros.