A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
O filme americano “De volta para o futuro”, produzido na década de oitenta, ilustra os benefícios que a ciência pode fornecer à humanidade. Todavia, essa realidade em que o conhecimento científico é bem explorado não ocorre no Brasil, quando se observa a pesquisa científica nas universidades brasileiras. Com efeito, o insuficiente investimento estatal nas universidades públicas e a baixa colaboração científica das faculdades privadas impedem que o Brasil se torne referência mundial em novas descobertas da ciência.
Acerca disso, de acordo com notícia da revista Abril, desde o goveno da ex-presidente Dilma Roussef, as reduções em verbas destinadas à pesquisa científica aumentaram de forma galopante. Ainda, segundo a fonte, as bolsas fornecidas aos pesquisadores são pequenas. Porém, esse contexto não condiz com o valor que comunidade científica agrega à sociedade, haja vista que ela é capaz de salvar vidas, a exemplo da USP (Universidade de São Paulo), a qual divulgou, em seu site, que o pulmão produz a melatonina (um hormônio) capaz de combater o coronavírus – vírus o qual já matou milhões de habitantes no mundo. Desse modo, é inviável haver adequada pesquisa científica no Brasil enquanto o governo não investir mais nas universidades públicas.
Nesse viés, o filósofo Olavo de Carvalho, em sua teoria das doze camadas da personalidade, a qual descreve o amadurecimento humano, afirma que na sexta camada o indivíduo ainda não enxerga plenamente que está inserido em um corpo social, de modo a pensar mais no lucro e não se importar tanto com a sociedade.Também, dados da revista revelam que apenas 5% do investimento em estudos cientícos são feitos pelas instituições privadas. Então, constata-se que os donos dessas instituições não investem em ciência porque, em sua maioria, ainda não alcançaram a sétima camada da personalidade, na qual há, segundo o escritor brasileiro, uma profunda empatia em relação às demandas sociais. Dessa forma, enquanto os milionários não adentrarem à sétima camada, o Brasil estará longe de ser visto como potência mundial em achados científicos.
Para a pesquisa nas universidades brasileiras ser bem explorada, portanto, o Estado deve investir mais nas universidade públicas, por meio de maiores investimentos em bolsas de pesquisa e infraestrutura. Essa iniciativa pode ser chamada “Brasil Científico” e premiar as universidades mais produtivas, a fim de estimular a competição entre elas. Paralelamente, os empresários precisam se autoesducar, por meio de cursos de Filosofia e Literatura, para se tornarem mais humanos e consequentemente enxergarem a importância de investir em pesquisa científica. Dessa forma, o Brasil poderá corrigir os erros do presente e voltará a ser chamado de País do Futuro.