A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

Durante a pandemia causada pelo Corona Vírus, as instituições ligadas à pesquisa científica de todo o mundo foram pressionadas pela população que exigia informações sobre o vírus, remédios e vacinas. No Brasil, apesar do esforço das universidades, a falta de investimentos em pesquisas científicas tornaram o país dependente de estudos realizados em instituições do exterior. Logo, é profícuo discutir a problemática a fim de fortalecer a ciência nas universidades do território nacional.

De início, é válido ressaltar que a displicência estatal colabora com o óbice. Nessa perspectiva, o artigo 218 da Constituição Federal atesta que a pesquisa científica básica e tecnológica deve receber tratamento prioritário do Estado. No entanto, segundo o portal G1, as universidades federais perderam 73% da verba de infraestrutura nos últimos 10 anos. Dessa forma, é perceptível que o governo não tem honrado os valores da Carta Magna brasileira, levando ao sucateamento das universidades públicas.

Consequentemente, as instituições de ensino perdem a condição de financiar os estudantes e suas pesquisas. Segundo a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, mais de 8000 bolsas de pesquisa permanentes foram cortadas no ano de 2019. Assim, as universidades brasileiras seguem sem infraestrutura e sem verbas para produzir novos conhecimentos, perdendo cada vez mais o protagonismo para instituições estrangeiras.

Em vista do conteúdo exposto, medidas são necessárias para garantir o investimento na ciência brasileira. Portanto, o Ministério da Educação, em parceria com o poder legislativo, deve criar um fundo que objetive repassar verbas às universidades brasileiras. Esse fundo permitirá que essas instituições invistam em bolsas de pesquisa e infraestrutura para os alunos e pesquisadores. Destarte, o país tropical será um grande polo de desenvolvimento tecnológico e científico, reconhecido internacionalmente.