A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/01/2021
Na obra “Utopia”, do escritor Thomas More, é retratada uma sociedade uma sociedade perfeita, na qual o corpo social padroniza-se pela ausência de conflitos ou problemas. No entanto, o que se observa na realidade contemporânea é o oposto do que o autor pregava, uma vez que os desafios de se fazer pesquisas científicas nas universidades brasileiras apresenta barreiras, as quais dificultam a concretização dos sonhos de More. Esse cenário antagônico, é fruto tanto do baixo investimento, quanto da pouca de integração do setor produtivo. Diante disso, torna-se fundamental a discussão desses aspectos.
Mormente, é fulcral pontuar que o deficit de investimentos em pesquisas cientifícas deriva da baixa atuação dos setores governamentais, no que concerne à criação de mecanismos que coíbam tais recorrências. Segundo a Contituição Federal de 1988 o Estado deve conceder estímulos ao desenvolvimento científico, à pesquisa, à capacitação científica e tecnológica e à inovação, entrentato, tal fato não ocorre no Brasil, uma vez que de acordo o G1 o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) vai perder 87% da verba de fomento à pesquisa em 2020. Devido à falta de atuação do Estado na área científica o Brasil fica cada vez mais atrasado em tecnologia e desenvolvimento com relação aos demais países. Desse modo, faz-se mister a reformulação dessa postura estatal de forma urgente.
Além disso, é imperativo salientar a pouca integração do setor produtivo privado nas pesquisas como promotor do problema. De acordo com a Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), universidades públicas realizam mais de 95% da ciência no Brasil. Com essa grande porcentagem de trabalhos científicos, para que o país se torne uma potência científica, é necessária uma mudança profunda em toda sua estrutura, desde a desburocratização da política de exportação e importação de material científico até investimentos vindos da iniciativa privada, uma vez que as empresas brasileiras ainda não exploram o potencial da interação com institutos de pesquisa e universidades. Todos esses fatores retardam a resolução do empecilho em contribuem para a sua perpetuação.
Infere-se, portanto, que medidas exequíveis são necessárias para solver esse imbróglio. Dessarte. com o intuito de mitigar os obstáculos de se fazer ciência no Brasil, necessita-se que o Ministério da Educação promova um maior investimento em pesquisas, por meio de um aumento no orçamento atual para este fim, assim os cientistas poderam se dedicar integralmente em suas pesquisas. Além disso, o Estado deve promover políticas publicitarias incentivando o investimento da empresas privadas nessas pesquisas. Desse modo, atenuar-se-á o problema,e assim, a coletividade alcançará a Utopia de More.