A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

O Bem da Ciência

No filme Resident Evil, é relatada a história de uma corporação que com altos investimentos na ciência criou um vírus capaz de destruir a terra. Todavia, fora da ficção, os investimentos no setor de pesquisas cientificas são muito inferiores e a atenção dispensada é insuficiente, especialmente nas universidades, inibindo o conhecimento de possíveis soluções para muitos vírus e doenças.

A priori, é valido pontuar que, as condições precárias em que muitas universidades brasileiras se encontram, é determinada pelas insignificantes verbas que são disponibilizadas. Segundo dados da pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, o Brasil investiu somente 1,26% do PIB em pesquisas e desenvolvimento, muito menos do que a Coreia do Sul que investe anualmente 4,55%. Além disso, os prejuízos não são somente perceptíveis nas faculdades e polos de pesquisa como também na economia, uma vez que, a educação transforma o mercado de trabalho. Logo, investir em sapiência é fundamental para o futuro pessoal e nacional.

A posteriori, é necessário salientar a moderada valorização conferida as instituições e profissionais que estão inseridos nessa realidade. Em virtude, da penúria e da insensibilidade por parte do Estado, esses profissionais encontram-se desamparados e desmotivados, sem possiblidade de exercerem suas profissões com qualidade. Diante dessa premissa, e de acordo com o cientista Louis Pasteur, “os benefícios da ciência não são para os cientistas e sim para a humanidade”. Por conseguinte, garantir os termos da Carta Magna especialmente no que se refere a pesquisa cientifica e um trabalho digno é de extrema importância.

Em síntese para um melhor aproveitamento da ciência nacional, um ensino superior de qualidade e com direitos assegurados, se fazem necessário mudanças. Portanto, cabe ao Congresso Nacional promulgar uma lei que assegure no mínimo 4% do PIB para as necessidades de universidades e escolas em todo o Brasil. Ademais o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação aliado ao Ministério da Educação devem criar o programa “Ciência do futuro” em parcerias com empresas privadas, especialmente do setor farmacêutico e tecnológico, que invistam em laboratórios próprios dentro das faculdades para ao mesmo que tempo que produzam, possam ensinar. Dessa forma será possível evitar um futuro sombrio como o de Resident Evil