A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

O conceito de entropia da física mensura o grau de desordem em um sistema termodinâmico. No entanto, fora das ciências da natureza, no que concerne à pesquisa cientifica nas universidades brasileiras, percebe-se a configuração de um problema entrópico, em virtude do caos presente na questão. Com efeito, evidencia-se a necessidade de promover melhorias no que tange à questão, que segue afetada especialmente pela insuficiência de investimentos e pela pouca importância dada à área. Em primeira análise é inegável que a insuficiência de investimentos na área científica contribui para a queda acentuada de estudos desenvolvidos em universidades brasileiras.

Nesse sentido, é possível levar em consideração que de acordo com dados da última pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investiu apenas 1, 26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, essa pesquisa além de revelar os baixos investimentos do país no setor de pesquisa também realiza um comparativo com outras nações que lideram a corrida tecnológica e desenvolvimentista, como por exemplo a Coreia do Sul que investe 4,55 % do seu PIB na área das ciências. Certamente, esse estudo aponta que o Brasil não volta como suas opiniões para as pesquisas desenvolvidas particularmente em universidades.

Além disso, nota-se, ainda que pouca importância dada ao setor das ciências influencia para a queda de pesquisas científicas realizadas nas universidades. Nesse viés, de acordo com o pensamento do antropólogo Mantegazza, “A ciência é o melhor instrumento para medir nossa ignorância”. Como demonstração essa perspectiva, a pesquisa cientifica é essencial para se diagnosticar problemas e chegar em seus detalhes. Assim, como não há uma boa base de investimentos em ciência, não se é dada a verdadeira importância e valor que a área de pesquisa, tecnologia e inovação merece, especialmente pela população, que em geral se mostra leiga sobre o que é desenvolvido nos laboratórios e setores de pesquisas das universidades. Com isso, fica evidente a necessidade de campanhas que ressaltem o valor dessa área.

Portanto, são medidas necessárias para aumentar os investimentos e a importância do setor científico. Logo, cabe aos meios midiáticos realizar campanhas e propagandas por meio dos principais veículos de informação, como a televisão e o rádio que visem informar a população sobre as principais pesquisas e artigos científicos desenvolvidos nas universidades, com o efeito de alerta sobre a sua importância tanto para o presente quanto para o futuro. Somente assim, a questão cientifica no Brasil deixará de ser um problema entrópico.