A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/01/2021

Uma barreira contra o avanço

Nas universidades públicas brasileiras, são feitas pesquisas de extrema importância para a ciência mundial como, por exemplo, o rápido mapeamento do novo corona vírus, realizado 2 dias após a confirmação do primeiro caso no país, realizado pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL) em parceria com o Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Usp. Porém, diferentemente de outros países, o investimento nos setores públicos que as realizam é precário e os profissionais e institutos são ironizado s diariamente pela esfera política. O que vem ascendendo um alerta do quão prejudicial essa postura pode ser para a população.

Com climas tão variados em seu território e uma vasta biodiversidade, o Brasil sempre atraiu os olhos dos grandes pesquisadores. O que acarretou em diversas descobertas cientificas, com utilidades em múltiplos campos. Vacinas contra doenças que assolaram a população mundial por décadas, como a Febre Amarela, Menigite e Poliomelite Oral, foram criadas e são até hoje, fábricadas pelo Instituto Federal Fundação Oswaldo Cruz. Porém, este órgão que presta um serviço imenso não só ao país como a toda a população mundial, vem sofrendo cortes em seus estudos frequentemente.

E mesmo apresentando máxima eficiência, as pesquisas das universidades acabam por sendo embargadas por falta de investimento financeiro. Isto além de atrasar avanços fundamentais, muitas vezes geram gastos desnecessários e inesperados. O que ocorreu com a pesquisa que desenvolveria um medicamento capaz de estimular a produção de uma proteína com alta capacidade de eliminar gorduras, que quando instaladas em veias e artérias acabam por acarretar danos cardíacos muitas vezes irreversíveis, que estava sendo tramitada na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS). Infelizemente o trabalho foi interrompido por falta de verba, e todos os insumos e materiais utilizados pela mesma, podem ser perdidos causando um prejuízo de aproximadamente 200 mil reais.

Estudos como estes citados, poderia salvar de pessoas que morrem todos os dias acometidas por doenças até o momento sem cura ou um tratamento eficaz, além economizar cerca de 90 bilhões de reais ao SUS e INSS. Valor este que pode ser reempregado em novas pesquisas e formação de qualidade para os profissionais que essas áreas atuam. Cabe as instituições federais, criar e incentivar projetos, concursos e até prêmios para estimular e aguçar a criatividade dos pesquisadores, oferecendo todo o respaldo monetário necessário para que estas atividades sejam concluídas e exigidas, facilitando a vida de toda a população do mundo.