A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 13/01/2021

De acordo com a Declaração Universal dos Direitos Humanos - promulgada em 1948 pela Organização das Nações Unidas (ONU), é direito de todos os cidadãos, sem qualquer distinção, o acesso a ciência. No entanto, observando o cenário brasileiro, é possível perceber que o difícil acesso as pesquisas científicas impedem que isso aconteça na prática, devido não só à desigualdade social, como também ao baixo investimento na área educacional. Diante disso, evidencia-se a necessidade de serem tomadas medidas, a fim de reverter essa problemática.

Em primeira análise, é importante destacar que a desigualdade social é um fator determinante para permânencia do problema. De acordo com o Índice de Gini, o Brasil ocupa a sétima colocação no ranking mundial de desigualdade social. Sendo assim, no Brasil, o acesso as pesquisas científicas não encontra respaldo para ser solucionado, o que contribui para o agravamento da temática.

Ademais, é fundamental apontar o baixo investimento na área educacional como impulsionador do difícil acesso as pesquisas científicas nas. Segundo dados do IBGE, 83% da população brasileira não tem acesso as universidades. Diante de tal exposto, repara-se que a verba para a área educacional não está sendo distribuída corretamente. Logo, é inadmissível que esse cenário continue a perdurar.

Assim, medidas são necessárias para conter o avanço dessa problemática na sociedade brasileira. Desse modo, com o intuito de acabar com o difícil acesso as pesquisas científicas, necessita-se, urgentemente, que o Tribunal de Contas da União direcione capital que, por intermédio do Ministério da Ciência e Tecnologia, dê assistência as universidades para o acesso as pesquisas científicas e à extensão educacional nas universidades, além do cumprimento dos direitos constitucionais. Feito isso, o problema vivenciado será gradativamente erradicado do país.