A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 13/01/2021

A ciência sempre esteve presente na história humana.  Mas, a sua evolução, tal como em outras épocas, depende, principalmente, do suporte financeiro do Estado. Entretanto, o Brasil, de modo controverso, vem diminuindo o investimento em pesquisas e programas científicos nos últimos anos.

A princípio, isso decorre do programa de governo adotado pelo atual presidente, Jair Bolsonaro. Afinal, o seu Ministro da Economia, Paulo Guedes, já disse em parecer oficial que o seu objetivo é “enxugar” as contas públicas, o que implica diretamente em diversos cortes na saúde, educação, segurança e afins. No entanto, é importante perceber que, segundo a USP, 60% da ciência nacional advém das universidades publicas e que tais medidas comprometerão o seu funcional. Afinal, tais intituições que já funcionavam em condições precárias, não poderão arcar com os insumos básicos de laboratório.

Ademais, a partir de uma análise da evolução da medicina, por exemplo, é impossível negar as contribuições do holocausto e do nazismo para o atual nível de conhecimento da área. No entanto, essas  pesquisas barbarias só aconteceram devido ao financiamento e apoio estatal. Neste mesmo sentido, pode-se citar as viagens espaciais, a internet e inúmeras outras descobertas científicas que, apesar de tomarem uma novo sentido com o tempo, só se desenvolveram devido ao “background” do Estado.

Visto isso, é necessário que o Ministério da Economia poupe o dinheiro público através do corte de regalias e mantenha o valor destinado a educação alto. Para tanto, é necessário o Congresso Nacional seja mobilizado a criar uma Lei que elimine auxílios não essenciais, tais como o auxílio-paletó, e outra que imponha um investimento mínimo nas faculdades públicas, objetivando, assim, manter e incentivar os programas e pesquisas científicas no Brasil. Desta maneira, o país continuará a crescer e a economia não será tão fortemente afetada.