A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 14/01/2021

A primeira universidade brasileira surgiu em 1909 durante as Repúblicas Oligárquicas. A partir disso, grande parte dos avanços do Brasil foram resultados das pesquisas científicas nas faculdades. No entanto, devido à falta de reconhecimento da necessidade desses estudos, o governo gerou cortes monetários, negligenciando a capacidade da evolução científica do país, principalmente na área de saúde e, por consequência ocasionou o aumento da ignorância por meio da desinformação.

Em primeiro plano, evidencia-se o corte da verba dos estudos universitários. Com a chegada de Dilma Rousseff ao poder em 2011, diversos investimentos estudantis foram reduzidos, mantendo essa diminuição nos governos de Michel Temer e Jair Bolsonaro. Diante disso, é possível afirmar que, a partir da falta de conhecimento dos presidentes acerca da imprescindibilidade da ciência, avanços tecnológicos, principalmente na área da saúde, são negligenciados por meio da paralização dos estudos sobre remédios e toxinas, juntamente à descontinuação da produção de vacinas importantes. Além disso, pesquisadores dessa área tem seus talentos desperdiçados, pois não possuem fundo monetário para manter seus estudos, o que deveria ser função estritamente governamental. Desse modo, deve haver uma intervenção estatal, a fim de impedir que esses problemas continuem.

Nesse sentindo, torna-se importante a discussão acerca da ignorância gerada. Para o filósofo Émile Durkheim, a ignorância é um produto da sociedade. Por esse viés, é possível relacionar a frase do autor com o Brasil, ao passo que a movimentação do governo para efetuar o corte de gastos com a universidade abre espaço para que grupos retrógrados e extremistas divulguem sua ignorância, propagando ideais contra o avanço tecnocientífico da saúde e das vacinas. Logo, de acordo com Thomas Hobbes, “o homem é o lobo do homem”, ou seja, ao reduzirem os saldos monetários para as universidades, os presidentes não prejudicam apenas a si, mas também a toda a nação brasileira.

Infere-se, portanto, que as pesquisas nas universidades são importantes e necessitam de maior atenção. Dessa forma, faz-se necessário que o Poder Legislativo, responsável por criar leis, promova, por meio de investimentos do governo, a criação de um artigo que proteja a verba destinada aos estudos científicos na faculdade, impedindo que esse dinheiro seja destinado para outra função. Além disso, cabe ao Poder executivo fiscalizar a efetividade dessa lei, fazendo assim, com que o Brasil continue avançando nas pesquisas e na tecnologia.