A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 14/01/2021
A Revolução Francesa de 1789 reforçou gloriosamente os ideais Iluministas no universo ocidental. Entre eles estavam o pensamento científico e crítico que novamente revolucionaram o rumo da ciência e consequentemente do mundo inteiro, trazendo progresso e benefícios comuns a todos. Desde então é comprovado que para uma sociedade triunfar é imperativa a presença da pesquisa e desenvolvimento acadêmico. Entretanto, os incentivos a estas atividades estão diminuindo cada vez mais no Brasil, causando prejuízos a todos os ramos do país.
É preciso ressaltar que, dentro de um sistema capitalista de produção se torna impossível o avanço tecnológico sem verba concedida pelo governo. Não há como pesquisadores pagarem por seus próprios laboratórios, estão ali trabalhando por um bem maior, encontrando formas de facilitar a vida de todos os cidadãos. Isso faz com que muitos abandonem o país para estudar em fronteiras estrangeiras, levando a perda de profissionais hiperqualificados.
Além disso, as universidades vem sofrendo grande desmoralização por partes da sociedade. Em 2018, em meio à manifestações pró Bolsonaro, vários integrantes clamavam pelo fim do sistema de ensino superior público, pois, segundo eles, era de má qualidade e não gerava bons frutos para o Brasil. Ora, como pode uma falácia tão grande estar na boca do povo? De certo não celebramos os feitos dos cientistas brasileiros da forma devida, este esquecimento se mostra evidente em um dos últimos pronunciamentos do próprio presidente. Isso revela a triste distância entre as pessoas e a ciência, esta deve ser diminuída até que a curiosidade vença a ignorância.
Portanto, é de suma importância que as famílias, núcleo central de aprendizado, incentivem seus filhos a seguirem seus estudos, por meio de conversas, visitas a parques científicos, para que estes se inspirem desde cedo a valorizar o conhecimento e apoiar a pesquisa no país futuramente.