A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 15/01/2021

Durante o período do governo provisório em 1930, devido ao mandato de Getúlio Vargas, observou-se a criação das primeiras universidades brasileiras que visavam ensino e a pesquisa. À luz disso, é neste período que o país investe na educação do ensino superior e no desenvolvimento cultural com objetivo de proporcionar avanços tecnológicos e intelectuais no país. Entretanto, constata-se que tais aplicações de capital nos centros universitários, foram sendo minimizados à longo prazo, visto que os governos democráticos atuais se encontram insensibilizados quanto à educação por motivo do avanço capitalista e pela corrupção, que é um gravador da problemática.

Em primeiro plano, destaca-se que o capitalismo foi o principal fator que proporcionou a decadência das pesquisas científicas nas universidades brasileiras. Isso decorre, de acordo com o geógrafo Milton Santos na sua obra “Por uma outra globalização”, de que o mundo capitalista gera desordem social e cria um ambiente caótico, na busca desenfreada por lucro. Sendo assim, com a convicção de acúmulo de capital, o governo não procura priorizar o direito básico da sociedade, que é a educação, sendo um obstáculo para as análises da ciência que necessitam de verbas, haja visto que segundo a entrevista realizada com Paulo Ivo, as pesquisas se encontram paradas devido à falta de investimentos governamentais. Por consequência disso, a iniciações científicas são pouco efetivadas, comprometendo o avanço do país.

Além disso, nota-se, ainda que o aumento da corrupção foi outro motivo que agravaram as circunstâncias. Desse modo, segundo o filósofo Thomas Hobbes, o homem está voltado para a realização de seus próprios interesses, ignorando outros indivíduos que possam precisar de auxílio. Dessa forma, historicamente, o país se encontra com os níveis de corrupção elevados até os dias atuais, marcados pelo individualismo vigente, tendo em vista a pesquisa realizada pelo Índice da Percepção de Corrupção que submete o Brasil entre os 110 países mais corruptos do mundo. Em decorrência disso, o desvio de dinheiro serve como obstáculo para investimento nas análises científicas corroborando a paralisação das mesmas.

Portanto, é mister que o Estado tome providências para amenizar o quadro atual. Para a conscientização governamental à respeito do problema, urge que o Governo Federal em junção ao Supremo crie, por meio de verbas, políticas públicas que visam intensificar as punições contra os escândalos de corrupção, como por exemplo, reforçar a operação lava jato. Além disso, é de uma importância que a sociedade reivindique o direito à educação através de passeatas e manifestações que tem como finalidade exigir investimentos na iniciação científica e reconhecer seu mérito. Semente assim, será possível engajar o estudo da ciência nas universidades brasileiras contribuindo para que o país atinja um estágio oposto descrito por Hobbes.