A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 14/01/2021

No ano de 2020 uma pesquisadora brasileira da USP, Universidade de São Paulo, conseguiu sequenciar o genoma do coronavírus, o que contribuiu na busca pela vacina de tal doença. Nesse sentido, constata-se a importância das pesquisas nas instituições de ensino superior e, no entanto, elas ainda são pouco valorizadas no cenário brasileiro, tendo em vista os cortes constantes por parte do governo. Sendo assim, faz-se necessário apontar o papel das faculdades brasileiras para a produção de conhecimento, além do motivo que perpetua o descaso com elas, como a desvalorização do âmbito acadêmico pela população brasileira.

Nesse contexto, as instiuições universitárias são fundamentais para a produção de conhecimento. Nesse ínterim, segundo levantado pela USP, cerca de 15 faculdades públicas são responsáveis por 60% das pesquisas que ocorrem no Brasil. Assim sendo, percebe-se a importância delas para o desenvolvimento da nação, de modo a elevar o status do Brasil. Isso porque o país deixa de apenas importar o conhecimento, passando a contrui-lo, o que fornece uma certa independência das nações exteriores. Tal conjuntura permeou o cenário de industrialização do Brasil, o qual atuava como coadjuvante na produção por não possuir tecnologia própria, de modo a desemprenhar funções secundárias, como a produção de peças, atividade pouco valorizada. Logo, as universidades públicas e as pesquisas têm o papel de engrandecer o Brasil fornecendo autonomia para o seu progresso.

No entanto, mesmo com os avanços inerentes às pesquisas, as universidades ainda são pouco valorizadas. Nesse prisma, a população brasileira nutre um certo receio em relação ao âmbio educativo, o que promove um afastamento das intituições de ensino. Dessa forma, de acordo com o pensador Emile Durkheim,  há predominância de uma estrutura de pensamento coletiva sobre a individual, o que explica  a perenização do pensamento de que a escola é ruim, ou a ideia de que estudar é inútil. Assim, percebe-se uma íntima ligação desse postulado com a problemática da desvalorização das universidades, o que se revela extremamente prejudicial,para o desenovolvimento do país, visto que essa lógica tende-se a se propagar indefinidamente, perpetuando os ataques às pesquisas científicas nas universidades.

Em suma, medidas devem ser tomadas para promover a valorização dos avanços possibilitados pelas universidades. Para tanto, cabe ao Governo, mantenedor do bem-estar social, em parceria com as próprias faculdades, promover programas de incentivo às pesquisas, como palestras e cursos, a fim galgar o apoio popular dessas intituições. Esses programas deverão ser abertos e ensinarão a função de tais organizações. Com isso, tende-se a construir um país que valoriza a pesquisa, desconstruindo a visão negativa da educação, de modo a valorizar avanços científicos como o observado na USP.