A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 14/01/2021

Conforme a Constituição Federal de 1998, todos tem direito a uma vida plena, nisso está contido o direito a saúde, educação, moradia e liberdade, o que tem sido facilitado pela globalização e exponencial melhoria nas ciências. Contudo, mesmo com as universidades públicas sendo responsáveis por mais de 95% das pesquisas que ocorrem em território nacional, essas sofrem constantes cortes em seu banco de investimentos, ficando estáticas em sua grande maioria e inviabilizando as melhorias para a população. Dessa forma, fica nítida a insuficiência legislativa, que não consegue garantir apoio aos seus benfeitores e um alto silenciamento da sociedade, que se acostumou com a problemática e estagnou-se perante possíveis avanços.

Nesse âmbito, a insuficiência legislativa afeta a pesquisa nas universidades de forma intensa, sendo colocada em segundo plano e não recebendo a importância merecida, isso ficou nítido com os governos e o legislativo cortando, cada vez mais, os investimentos no corpo acadêmico por falta de verba, mas em contraponto aumentando os próprios salários em mais de 50%. Com isso, fica clara a ideia anti-aristotélica presente no atual cenário brasileiro, pois, conforme o filósofo grego Aristóteles, a política deve ser articulada a fim de alcançar um equílibrio social. Sendo assim, inviável o favorecimento dos poucos no poder em detrimento de todos os outros cidadãos que serão afetados pela falta de pesquisa e consequente estagnação nos avanços públicos, acabando, assim, com o equiílibrio social.

Ademais, o silenciamento da população frente aos cortes mostra uma grande alienação do povo, ao permitir ser afetado diretamente por isso e não haver grande mobilização popular para evitá-lo. Assim, é claro a conclusão da filósofa francesa, Simone de Beavoir, que sintetizou em seu estudo o que pior que os escandalos é o fato de nos habituarmos a eles, mostrando assim a normalização de problemas que insidem na atualidade. Por isso, a banalização dos cortes atinge tanto as universidades em suas pesquisas, pois além de perderem o apoio do Governo, perderam também a conexão com o povo, ficando assim largada em um vazio comtemporâneo e sendo impossibilitada de concluir seus objetivos.

Portanto, é imprescindível que a sociedade acorde como um todo e enxergue os benefícios que está perdendo, pressionando o Governo e o Legislativo a oferecerem maior apoio as Universidades Públicas. Dessa maneira, além de separar uma parte do PIB para investir nessa parte da educação, é possível a criação de um decreto que permita oferecer um desconto ao imposto de renda para aqueles que investirem em pesquisas universitárias, a fim de atrair mais recursos. Além disso, é possível a criação de um aplicativo para o cidadão ver para qual pesquisa seu dinheiro vai e como está o andamento do estudo, aproximando ainda mais a população da ciência.