A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 14/01/2021

No começo do século XX, Albert Einstein propôs a famosa “Teoria da Relatividade” que naquele momento não possuía nenhuma utilização prática. Porém, com avanços na tecnologia, a teoria foi aplicada na criação do GPS e hoje torna-se um dos instrumentos mais utilizados por toda população. Entretanto, a visão atual sobre a ciência no Brasil é muito criticada devido aos “gastos” para se produzir conhecimentos até então “inúteis” e assim o país perde muito do seu futuro potencial econômico e social.

Nesse contexto, as pesquisas científicas devem ser defendidas. Os “gastos” nas universidades são, de forma correta, investimentos no futuro do Brasil. A sociedade moderna condena a ciência, mas utiliza da própria para criticá-la através de, por exemplo, redes sociais que estão contidas nos celulares e computadores, frutos do alto desenvolvimento tecnológico. Desta forma, há uma alienação popular a respeito do tema, o que reflete nos políticos que em busca de apoio, cortam verbas de intuito científico, condenando o próprio povo. Tal ação é exemplificada pela administração do Jair Bolsonaro que cortou mais de 80% das verbas nesse caráter, segundo a revista Abril, gerando desemprego aos profissionais e a exclusão do desenvolvimento tecnológico.

A partir desse quadro, o país é excluído do seu próprio avanço econômico e social. As pesquisas abrem portas para a aplicação de futuras tecnologias, assim como o GPS do Albert Einstein. No momento que as raízes dos estudos são cortadas, os frutos de suas aplicações também sofrem as consequências. Levando uma perda econômica gigantesca, já que poderiam ser criados produtos que minimizem tais custos, como exemplo, o remédio “LipoCardium” que pouparia 90 bilhões de reais por ano do SUS e o INSS, mas tal verba da UFRGS a qual liderava o estudo, foi cortada. Assim, se tal prática continuar, o Brasil estará fadado a retração econômica, afetando o social, já que faltará dinheiro, pois o país importará tecnologia e produtos de países que investiram em suas próprias ciências, diferentes daquele que preza a falsa ideologia de “Ordem e Progresso”.

Portanto, é notável a problemática que vem sendo gerada. Destarte, faz-se necessário, pelo Governo Federal, em parceria com o Ministério da Educação, aumentar as verbas das universidades públicas que prezam as pesquisas científicas a fim de alcançar o pleno desenvolvimento do país, com tais tecnologias podem-se vender os produtos das pesquisas, promovendo uma melhora econômica e social dos brasileiros. Tal ação reverteria a problemática que o país está sofrendo. Dessa forma, o Brasil poderá ser um criador de tecnologias como o GPS, exaltando os próprios pesquisadores, assim como aconteceu com Einstein.