A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 15/01/2021

Viva a ciência

Pesquisadores brasileiros sequenciaram o novo Corona vírus (sars-cov-2), 48 horas após o 1° caso de infecção no país. A pesquisa realizada foi conduzida por pesquisadores do Instituto de Medicina Tropical da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) e auxiliou no processo de conhecimento e monitoramento da doença. Em contrapartida, as universidades brasileiras, especialmente públicas, enfrentaram nos últimos anos intensos cortes de verbas e insultos do presidente da república, Jair Messias Bolsonaro.

Primeiramente, a desvalorização dos intitutos de ensino superior federais pode ser exemplificada com o corte orçamentário de 19,8 bilhões promovido pelo Ministério da Educação, no ano de 2020. Porém, a ação apresentada entra em discordância quando se analisa os dados divulgados pelo Capes (Portal de coordenação de aperfeiçoamento de pessoal de nível superior). No estudo, foi comprovado que 15 universidades públicas são responsáveis por mais de 60% do conhecimento científico brasileiro. Essas referências corroboram a importância da produção dessa prática específica.

Além disso, é essencial ressaltar que o Brasil ocupa atualmente 13° posição mundial em termos de artigos e revisões de pesquisa. E, mesmo demonstrando constante impacto mundial e a promessa de desenvolvimento técnico nacional, esse fato ainda é visto com indiferença pelo Governo Federal. Em evento no Tocantis, o Presidente da República declarou que os estudantes das universidades brasileiras “faz tudo, menos estudar”. A atitude do governante perpetua a depreciação e o sucateamento do ensino superior no país.

Por fim, é notório a necessidade de estratégias para sanar a problemática exposta. Sendo assim, cabe ao Ministério da Educação promover um plano orçamentário com direcionamento aos produtores de revistas científicas nacionais e aos estudantes dos intitutos de pesquisa das universidades do país. Essa medida se efetivaria por intermédio de um processo seletivo que selecionaria seus beneficiários considerando os estudos mais promissores do ano. Essa atitude poderia estimular o desenvolvimento do conhecimento técnico e impulsonar a divulgação das principais descobertas mundialmente. Assim, casos como o sequenciamento do genoma do vírus do COVID-19 seriam cada vez mais recorrentes e o ensino superior alcançaria a ascenção esperada.