A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 15/01/2021

A  Guerra Fria, conhecida também como “corrida tecnológica” trouxe impacto não somente na corrida armamentisma e espacial, contribuiu também nas pesquisas de áreas como: agricultura, medicina, engenharia da computação entre outras. Foi um período na história de maior investimento estatal no desenvolvimento científico. No entanto, o cenário é outro nos dias atuais, fica evidente o atraso do Brasil frente as principais potências mundias quando o quesito é pesquisa científica, seja pela falta de investimento, seja pela falta de visibilidade perante a sociedade

É indubitável que a falta de investimento nas pesquisas científicas evidência a omissão do Estado. Visto que, os principais polos de ciência e inovação no Brasil estão concentradas nas instituições de ensino universitário que anualmente sofrem com os cortes de gastos. Uma das consequências acerca desse assunto, é justamente, a “fuga de cérebro”. Desde 2015, o Brasil vem registrando números significativos de mestres e doutores que preferem deixar o Brasil para continuar suas pesquisas em outro país. Por conseguinte, tal ação traz impacto negativo para economia, visto que todo o investimento estatal para a qualificação da mão de obra está sendo exportada para outra nação. Assim sendo, não é razoável que, embora almeje tornar-se Estado desenvolvido, o Brasil insista em negar suporte ao desenvolvimento da ciência dentro das universidades.

Ademais, a falta de visibilidade, e por consequência, a falta de conhecimento da sociedade acerca da importância de pesquisas científicas, é um dos fatores responsável pela persistência da problemática. Nesse sentido, pode-se citar como exemplo, o caso do Carlos Chagas, um cientista brasileiro, que descreveu a doença de chagas e chegou perto de ser condecorado com o Prêmio Nobel, hoje é desconhecido por boa parte da população brasileira. Diante desse contexto, não há como uma sociedade reivindicar melhorias nessa área quando ela sequer sabe da sua importância.

Portanto, medidas são necessárias para combater o impasse. Cabe ao Governo Federal, em parceria com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o reajuste de verbas da União para as bolsas de iniciação científica, iniciação tecnológica, de mestrado e doutorado, fomentando assim a pesquisa nacional. Ainda cabe a sociedade, em conjunto com as empresas privadas o incentivo para a criação de feiras de iniciação científica para crianças e jovens, incentivando a criatividade e reflexão dos estudantes de educação básica. Além da criação de campanhas em meios midiáticos que mostrem a representatividade desses grupos, informando a importância das pesquisas universitárias. Desta forma, podemos fazer com as diversas conquistas da Guerra Fria ainda sejam um exemplo a ser seguido nas próximas gerações.