A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 15/01/2021

A Revolução Industrial foi um período histórico que culminou na transição de um mundo cerceado para outro amplo em conquistas, inovações, e oportunidades. Em consonância a isso, esperava-se que, na hordienidade, a sociedade estivesse me pleno gozo de tais triunfos. No entanto, quando se observa questões como a pesquisa científica nas universidades brasileiras, fica evidente o retrocesso histórico a qual brasileiros são submetidos, em razão da ausência de ações governamentais e do silenciamento social. Diante da serenidade do problema, cabe debater acerca dos impasses que prejudicam a solução.

Sob essa perspectiva, vale destacar a ideia de Aristóteles que afirmou que o objetivo da política é garantir a felicidade dos cidadãos. Porém, percebe-se que esta tese do filósofo não se aplica ao estudo científico nas faculdades brasileiras, porquanto o Governo Federal vem realizando grandes cortes nas verbas destinadas às pesquisas universitárias, mesmo, tendo em vista que as universidades públicas são responsáveis por mais de 95% da produção ciéntifica nacional, segundo dados da Abc Org. Assim, sem o comprometimento do poder estatal em aplicar políticas públicas para solucionar o revés, é notório que a ideia de bem-estar, da qual defende o pensador, não se materializa no país e, por isso, a resolução do cenário é praticamente utópica.

Outrossim, o fato dos estudos cientifícos não ser amplamnete debatido, na sociedade, faz com que sua nocividade perpetue. Nesse sentido, a cronista brasileira, Martha Medeiros, afirmou que o homem apenas silencia aquilo que ele não quer que venha à tona e, esse argumento demonstra intimidade com a temática, ja que a questão da importância das pesquisas tecnológicas não são largamente debatidos na sociedade, prejudicando, dessa forma, a consciêntização dos brasileiros sobre a capacidades das academias de produzir ciência. Desse modo, é indubitável que o silenciamento social, apresentado pela autora, corrobora a permanência do problema, explicitando que essa é uma das causas mais infestas do óbice.

Logo, uma intervenção faz-se necessária e, para isso, compete ao Poder Executivo, orgão administrador dos interesses públicos e governador da nação, por meio dos trâmites legais, realizar um melhor alocamento dos investimentos aos estudos científicos no Brasil, com o fito de minimizar as graves consequências decorrentes da situação. Além disso, o Ministério da Educação, pode, por intermédio das escolas, promover palestras, oficinas e debates sobre o assunto, inclusive extraclasse, que eduquem as pessoas sobre o estudo científico. Somente assim, os feitos da Revolução Industrial poderão ser efetivamentes vivenciados por todos.