A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 15/01/2021
A Terceira Revolução Industrial, também conhecida como Técnico-Científica, marca o início de uma nova geração, pois ocorrem grandes avanços na área da informática e biotecnologia. Entretanto, o Brasil é um dos países que mais sofrem com altos cortes nas pesquisas científicas das universidades públicas. Isso ocorre devido à redução de gastos da dívida pública e execessivo remanejamento do dinheiro da educação para outras áreas.
Em primeira abordagem, segundo matéria do portal G1, o orçamento das universidades federais do país poderá ter quase 1 bilhão a menos em 2021. Inquestionavelmente, isso afetará todos os setores das instituições públicas de educação, principalmente as pesquisas científicas, que dependem de recursos para que seja possível comprar aparelhos, substâncias e custear aulas de campo. Dessa maneira, por exemplo, mesmo o Brasil tendo profissionais qualificados e capacitados, foi preciso comprar a fórmula da vacina contra a COVID-19 através de parcerias com laboratórios estrangeiros. O efeito social é uma crise científica generalizada, aliada à falta de políticas públicas eficazes com destaque no setor da saúde.
Em segundo lugar, no pensamento de Steve Jobs, é a tecnologia que move o mundo. Nesse sentido, é necessário realizar ações de planejamento antes de retirar recursos da educação para a aplicação em outros serviços. Nesse contexto, é através das universidades que as pesquisas científicas beneficiam a população brasileira, contribuem para a riqueza nacional e o progresso da nação. Tendo em vista os aspectos observados, esse remanejamento de recurso pode causar o fechamento de vários centros de pesquisas no país, e perdas significativas no âmbito do desenvolvimento tecnologico, protagonismo internacional e alternativas para construir um Brasil melhor.
Portanto, é fundamental ressaltar que os investimentos em ciência e tecnologia são cruciais para o futuro das gerações. Logo, o Governo Federal, junto ao Ministério da Econômia, devem direcionar um maior capital de impostos para o setor da educação e, assim, garantir uma maior qualidade nos laboratórios de pesquisas brasileiros. Isso pode ser feito com a criação de uma lei específica para o repasse dos recursos as intituições de educação levando-se em conta a situação de desigualdade regional. Dessa forma, é fundamental reduzir dos gastos do governo como os benefícios concedidos a bancos e empresas, não na educação que é um direito garantido pela Constituição Federal. Além disso, a Defensoria Pública da União, deve intensificar as ações investigativas para que seja vetada a redução de orçamentos e feito o desbloqueio dos repasses do Ministério da Educação às universidades brasileira.