A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 15/01/2021
Em meio à busca pela vacina conta o Covid-19, é notório que a ciência possui papel vital para a sociedade. Entratanto, isso não se verifica no Brasil, que abriga 95% de suas pesquisas em ambientes universitários e esses vem sofrendo cortes de verba pública tremendos, o que demonstra que a visão desse setor é o que diz o próprio presidente da república, que indica que em tais ambientes só ocorre “balbúrdia”. Assim sendo, o sucateamento financeiro e moral das universidades brasileiras torna tarefa árdua a existência e continuação de pesquisas científicas.
Primeiramente, é necessário destacar a importância da pesquisa nas universidades do Brasil, que possui inclusive avanços na área de medicamentos contra problemas cardiovasculares pela UFRGS, além de estudos feitos no acelerador de partículas da UNICAMP, um dos únicos no planeta. Todavia, essas pesquisas tornam-se insustentáveis, já que, além da diminuição de bolsas de pesquisa, falta verba inclusive para manter o funcionamento de tais ambientes. Essa frustração causa um movimento de migração dos pesquisadores para o setor privado ou até mesmo para o exterior, em busca de valorização profissional e um ambiente longevo.
Assim sendo, se observa que a visão dessa profissão no Brasil é o esteriótipo do “cientista maluco” estampado em kits de esperiência. Tal desvalorização dos ambientes universitários acaba por matar a pesquisa científica brasileira, já que não há sequer verba para a manutenção do Museu Nacional pela UFRJ (que sofreu um incêndio), quem dirá para financiar pesquisas, que só possuem retornos no longo prazo.
Infere-se, portanto, que a pesquisa científica nas univerdidades brasileiras “respira por aparelhos” devido à falta de investimentos públicos. Portanto, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, por meio da criação de um órgão estatal de capital aberto, captar verba pela venda de ações e pagamento de dividendos para financiar o cenário de pesquisa nas univerdidades do Brasil, buscando permitir que ele continue existindo, além de fomentar seu crescimento por meio da valorização do pesquisador.