A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 24/09/2021
Segundo Benjamin Franklin investir em conhecimento rende sempre os melhores juros. Nesse contexto, depreende-se que as pesquisas cientificas no Brasil são uma importante ferramenta para o crescimento do país. No entanto, nota-se que o Brasil está longe de valorizar sua ciência, uma vez que, mesmo diante do grande investimento feito em educação, as universidades brasileiras não geram tanto resultado quando o esperado, pois, os recursos públicos investido nela são mal geridos.
Diante disso, cabe ressaltar que as universidades brasileiras mesmo com grande suporte financeiro não conseguem se igualar a de outros países que investem o mesmo ou até menos. Segundo dados da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) o custo do universitário brasileiro se equipara e até supera países como Estônia, Coréia do Sul e Itália, mas, analisando o impacto científico medido em citações por publicações o Brasil não só está a baixo desses países como é o terceiro pior da América Latina. Nesse sentido, fica claro que a falta de recursos financeiros não é o problema, visto que, os gastos se equiparam aos países de primeiro mundo, mas, os resultados tão ruins como de países emergentes.
Paralelo a isso, cabe mencionar que os resultados pífios do trabalho acadêmico brasileiro se deve a má alocação de recursos. No documentário “Pátria Educadora”, da produtora Brasil Paralelo, mostram que a Universidade Federal da Bahia foi concedido o financiamento do mestrado de um estudante, no valor de vinte mil reais do erário, para produzir uma pesquisa analisando a prática de sexo oral entre homens dentro do banheiro de uma estação de trem. Desta forma, é lógico que o recurso alocado nesse trabalho está deixando de ser alocado em pesquisas importantes na área da medicina, biotecnologia e engenharia, as quais produziriam resultados claros e positivos para a população como um todo.
Considerando os aspectos mencionados, fica evidente a necessidade de medidas para reverter essa situação. Portanto, cabe ao Ministério da Educação em parceria com o FNDE (Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação), uma melhor distribuição dos recursos financeiros enviados as universidades, por meio da redução do envio do erário para cursos e áreas dos quais tenham pouca impacto científico, redirecionando esses valores para os que tem maior impacto, assim, o recurso seria melhor distribuído, de forma a financiar trabalhos dos quais auxiliem a sociedade na busca do conhecimento e do desenvolvimento do país.