A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 16/01/2021

A Revolução Industrial foi um período histórico que culminou na transição de um mundo cerceado em outro amplo em conquistas, inovações e oportunidades. Em consonância a isso, esperava-se que, na hodiernidade, a sociedade estivesse em pleno gozo de tais triunfos. No entanto, quando se observa questões como a pesquisa científica nas universidades brasileiras, fica evidente o retrocesso histórico a qual os brasileiros são submetidos, em razão da ausência de ações governamentais e do silenciamento social. Diante da serenidade do problema, cabe debater acerca dos problemas que prejudicam a solução.

Sob essa perspectiva, vale destacar a ideia de Aristóteles que afirmou que o objetivo da política é garantir a felicidades dos cidadãos. Porém, percebe-se que essa tese do filósofo não se aplica ao estudo científico nas faculdades brasileiras, porquanto o Governo Federal vem realizando grandes cortes nas verbas destinadas às pesquisas universitárias, mesmo, tendo em vista que as universidades públicas são responsáveis por mais de 95% da população ciéntifica nacional, segundo dados da Abc Org. Assim, sem o comprometimento do poder estatal em aplicar políticas públicas para solucionar o revés, é notório que a ideia de bem-estar, da qual defende o pensador, não se materializa no país e, por isso a resolução do cenário é praticamente utópica.

Outrossim, o fato dos estudos cientifícos não serem amplamente debatidos na sociedade, faz com que sua nocividade perpetue. Nesse sentido, a cronista brasileira, Martha Medeiros, afirmou que o homem apenas silencia aquilo que ele não quer que venha à tona e, esse argumento demonstra intimidade com a temática, já que que a questão da importância das pesquisas tecnológicas não é largamente debatida na sociedade, prejudicando, dessa forma, a conscientização dos brasileiros sobre a capacidade das academias de produzir ciência. Desse modo, é indubitável que o silenciamento social, apresentado pela autora, corrobora a permanência do problema, explecitando que essa é uma das causas mais infestas do óbice.

Logo, uma intervenção faz-se necessária e, para isso, compete ao Poder Executivo, orgão administrador dos interesses públicos e governador da nação, por meio dos trâmites legais, realizar uma melhor distribuição dos investimentos voltados aos estudos científicos no Brasil, com fito de minimizar as graves consequências decorrentes da situação. Além disso, o Ministério da Educação pode, por intermédio das escolas, promover palestras, oficinas e debates sobre o assunto, inclusive extraclasse, que eduquem as pessoas sobre o estudo científico. Somente assim, os feitos da Revolução Industral poderão ser efetivamentes vivenciados por todos.