A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 24/02/2021

Pouco incentivo, falta de equipamentos, desprestígio social: diversos são os desafios para o desenvolvimento de pesquisa científica nas universidades brasileiras. Ao verificar a correlação existente entre os maiores investimentos em investigação científica e o maior grau de desenvolvimento econômico do país, no contexto nacional contemporâneo, segue-se ignorando essa relação. A responsabilidade por esse cenário é compartilhada entre governo e sociedade, que frequentemente se mostram indiferentes à questão.

Convém ressaltar, a princípio, que as instituições de ensino superior sofreram vários cortes e bloqueios orçamentários nos últimos anos. Além disso, as linhas de incentivo advidnas da inciativa privada ainda são raras no país. Segundo o educador Paulo Freire, a educação não transforma o mundo, ela muda as pessoas que transformam o mundo. Para tanto, os indivíduos que fazem investigações científicas buscando contribuir para o avanço do conhecimento carecem do fomento à pesquisa para se dedicar ao trabalho, em um ambiente com as condições necessária ao trabalho investigativo. Outrossim, o desconhecimento do brasileiro médio acerca do trabalho realizado pelos pesquisadores contribui para a perpetuação de preconceitos historicamente construídos contra esses profissionais que, muitas vezes, acabam buscando oportunidades em outros países que valorizam mais seu ofício.

Como consequência desse quadro de negligência governamental e descaso social, verifica-se a dependência de tecnologias produzidas no exterior - produtos eletrônicos e de telecomunicação, insumos farmacêuticos – que acarreta gastos com mercadorias que poderiam ser produzidas em território nacional. Ao analisar a balança comercial brasileira, nota-se que são exportados produtos pouco manufaturados - commodities - de baixo valor e impotados produtos -mais caros - de elevado grau de tecnológico. Ademais, outro impacto econômico é a evasão de mão de obra extremamente qualificada que busca incentivos, reconhecimento social e a possibilidade de trabalhar em um ambiente com a estrutura adequada à exploração do problema. A perpetuação desse fatores retroalimentam uma cultura de dependência de tecnologia externa e exportação de indivíduos altamente qualificados.

Depreende-se, portanto, a necessidade de se combater os obstáculos supracitados. Para isso, é preciso que o Governo Federal direcione mais recursos ao Ministério da Educação para o fomento de ações de pesquisa científica, experimentação e inovação tecnológica com o fito incetivar, valorizar e criar as condições necessárias às instituições de ensino e aos pesquisadores desenvolverem pesquisas. Ademais, cabe às escolas e ONGs de educação, realizar campanhas educativas para informar sobre o trabalho desses profisisonais visando despertar a sociedade para importância dessa temática.