A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 25/01/2021
O Iluminimo, movimento intelectual ocorrido na Europa, no século XVIII, defendeu o uso da razão e estimulou o desenvolvimento da ciência. Em contraste com os avanços promovidos naquela época, tem sobressaído, no Brasil atual, uma tendência de desvalorização da ciência, manifesta sobretudo por meio da redução de investimentos públicos na investigação acadêmica das universidades do país. Tal problema, causado pela ingerência estatal, compromete a produção científica e aumenta a dependência nacional da tecnologia estrangeira.
É importante observar que a Constituição Federal estabelece que cabe ao Estado promover e incentivar a pesquisa científica. Não obstante, tal diretriz não tem sido cumprida pelos governantes. Na realidade, verifica-se no contexto atual a prevalência de dogmas religiosos entre representantes eleitos, que os leva a desprestigiar a ciência e realocar os investimentos para outras áreas. Há, ainda, a influência do pensamento negacionista, que rejeita evidências estudadas e prioriza informações equivocadas na condução de políticas públicas.
Consequentemente, a investigação científica nas universidades tem se retraído. Ademais, por não serem bem remunerados, pesquisadores buscam continuidade de sua carreira em outros países, dando origem ao fenômeno conhecido como “fuga de cérebros”. O Brasil, assim, perpetua-se na condição de exportador de matéria-prima e importador de tecnologia na Geopolítica mundial, tornando-se vulnerável em situações que demandem sólida autonomia tecnológica. Tal panorama precisa ser revisto com vistas a garantir a prosperidade e o desenvolvimento da nação.
Dessa forma, é essencial que a sociedade mobilize-se para que crenças pessoais de políticos não interfiram na ciência. Assim, aquela deve cobrar-lhes a majoração do investimento em pesquisa, por meio da elaboração de um abaixo-assinado digital, que seria divulgado nas mídias sociais. Além disso, poderia enviar-lhes e-mails cobrando a atuação em prol das universidades, pressionando-os a agir pelo bem da ciência.