A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 26/01/2021

A cerca de 500 anos atrás a Europa vivia o período denominado como renascimento pelos historiadores. Durante esse período, a produção de tecnologias e de conhecimentos se intensificou imensamente no Velho Mundo, possibilitando que o continente deixasse de ser a periferia do mundo muçulmano e se tornasse uma potência mundial. Tendo em vista esse fato, se percebe a importância das pesquisas científicas realizadas pelas universidades na sociedade Brasileira, que permitem um aumento da qualidade de vida da população. Atualmente, porém, o grande protagonismo que as universidades públicas possuem na pesquisa científica brasileira pode influenciar negativamente na produção de conhecimentos no Brasil.

Primeiramente, é importante notar a dominação das universidades públicas brasileiras no cenário da produção científica. Elas, apesar de possuírem, segundo o IBGE, apenas 25% dos alunos de gradução matriculados, são responsáveis por produzir mais de 95% das pesquisas científicas do Brasil, segundo o site abc. Isso demonstra o grande protagonismo e centralização da produção científica brasileira ao setor público.

Porém, essa centralização pode causar diversos danos ao sistema de pesquisa científica. Ao depender quase exclusivamente do setor público, a produção científica pode acabar sendo extremamente prejudicada por problemas como crises políticas, econômicas e até mesmo um viés ou ideologias do governo. É o que vem acontecendo nos últimos anos. Desde de 2015, no inicio da crise econômica brasileira, a verba destinada a pesquisa científica vem caindo ano após ano, por conta do crescente deficit das contas públicas do governo federal, causando o congelamento de diversas pesquisas que estavam em andamento, segundo a editora abril. É possível, então, ver claramente o efeito negativo que a centralização científica tem na produção de conhecimentos e de tecnologias.

Dessa forma, se torna evidente que a produção de ciência não pode ficar a mercê de apenas um setor da sociedade. É preciso, então, que o Ministério da educação crie políticas e programas que incentivem a produção científica das universidades particulares. Esses incentivos podem vir por meio de uma redução da tributação da universidade, que será baseada na quantidade e no impacto das pesquisas científicas realizadas por ela. Assim, lentamente, a produção de ciência no Brasil vai aumentar, e será criado um equilibrio entre a produção científica do setor público com a do setor privado, deixando a ciência brasileira mais resistente a qualquer acontecimento que venha a ocorrer. Isso permitirá, talvez, que o Brasil ascenda a condição de potência mundial, da mesma forma que aconteceu com a Europa no século XV.