A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 21/02/2021

O Brasil é um país onde investe-se pouquíssimo em ciência. Isso é resquício do sistema colonial que aqui foi implantado, mas também é uma consequência da total negligência dos governantes. Tal negligência traz efeitos nocivos para todas as áreas do cotidiano como a saúde, educação e alimentação. A mudança para esse cenário é urgente, necessita acontecer com o máximo de brevidade e celeridade.

Segundo uma matéria da revista Você S/A, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRS), um estudo com um medicamento, o LipoCardium, precisou ser interrompido por causa da falta de verbas. Este medicamento é capaz de estimular a produção de uma proteína que auxilia na diminuição da gordura que se acumula nos vasos e nas artérias sanguíneas, o que diminui consideravelmente o risco de cordiopatias. Tal interrupção, trouxe um prejuízo enorme para as pessoas que poderiam ser beneficiadas com o avanço nas pesquisas desse medicamento e agora ficam a mercê do destino.

Ademais, é totalmente possível afirmar que a maioria esmagadora das pesquisas científicas é produzida pelas universidades públicas. De acordo com um artigo publicado no site www.abc.org.br, universidades públicas respondem por mais de 95% da produção científica do Brasil. A Universidade de São Paulo (USP), a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a Universidade Minas Gerais (UFMG) e a UFRS, são verdadeiras minas de ouro quando se fala em produção científica. Se apenas 2% do Produto Interno Bruto (PIB) fossem investidos no financiamento da pesquisa em ciência, tecnologia e inovação, tudo fluiria de uma maneira muito melhor. Mas, segundo dados da última pesquisa de Indicadores Nacionais de Ciência, Tecnologia e Inovação, de 2018, o Brasil investiu 1,26% do PIB em pesquisa e desenvolvimento, o que mostra o quão negligenciado esse setro é.

Pela observação dos aspectos analisados, inferese que a solução viável para que a pesquisa científica brasileira acontece de uma forma mais sólida viria por meio de uma intervenção dos Ministérios da Educação, Ciência e Técnologia, Planejamento e da Fazenda. Seria criado um projeto no qual seriam destinadas verbas específicamente para todas as universidades que fizerem pesquisas, também seriam feitas parcerias com empresas do setor privado para fomentar essas pesquisas, as empresas estatais também seriam parceiras dessas universidades, possibilitanto o aumento das receitas das universidades. Sendo assim, aos poucos as universidades publicas brasileiras teriam mais segurança para fazerem as suas pesquisas, trazendo benefícios a todos os envolvidos.