A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 30/01/2021
Desde a Primeira Revolução Industrial, os países que abdicam da ciência ficam relegados ao subdesenvolvimento. Nesse contexto, pode-se afirmar que a falta de atenção do Brasil para com a pesquisa científica de suas universidades públicas tem sido um fator determinante para seu subdesenvolvimento.
Primeiramente, convém lembrar que segundo os geógrafos contemporâneos, o mundo atual vive a fase “Tecno-científico-informacional” do captalismo. Tal fase caraceteriza-se por uma profunda dependência da tecnologia, que por sua vez depende da ciência. Nesse cenário, o Brasil, ao não ter a pesquisa acadêmica como prioridade, condena sua população a enfrentar dificuladdes que já não são realidades em muitos países, como saúde pública precária, falta de planejamento urbano, entre tantos outros.
Ademais, esse subdesenvolvimento não se dá somente ao se comparar o Brasil a outros países, mas se dá também dentro do próprio país. Isso foi evidenciado pelo geógrafo brasileiro Milton Santos na sua regionalização dos “Quatro Brasis”, em que mostra a injusta discrepância de desenvolvimento tecnológico no Brasil. Nela, percebe-se que as univerdades das regiões Sul e Sudeste concentram a maior parte da atenção do governo em termos de investimentos nas pesquisas científicas, relegando as regiões Norte e o Nordeste ao sucateamento. Tal discriminação por parte do governo sem dúvida viola a Consitituição Brasileira, que assegura a igualdade social entre todos os brasileiros, indepentemente da região.
Diante de tudo isso, convém que o Legislativo Federal, mediante emenda consitucional, assegure a distribuição mais democrática de recursos públicos para as universidades federais. Essa distribuição deve levar em conta tanto a densidade demográfica, quanto o nivel de carência tecnológica de cada região. Isso objetiva solucionar o problema supracitado da desigualdade de desenvolvimento tecnológico dentro do país.