A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 04/02/2021
Durante a pandemia de COVID-19, urge a necessidade de valorização da ciência no Brasil. Embora as universidades brasileiras sejam a principal fonte de pesquisas científicas no país, nota-se desvalorização dessas instituições, com cortes de verbas que ameaçam a eficácia das universidades. Essa realidade permite que o Brasil entre em estado de calamidade na saúde, em razão da negligência estatal, que fere as raízes da educação, inibindo os resultados que esta traria ao país. Diante desse cenário, é imperioso uma discussão sobre a pesquisa científica nas universidades brasileiras.
Deve-se pontuar, de início, a falha governamental que deteriora a educação brasileira. Segundo Peter Drucker, considerado pai da administração moderna, países subdesenvolvidos é uma afirmação fantasiosa, e que a realidade demonstra que esses países são, na verdade, subadministrados. Dessa forma, é nítido que a ameaça ao êxito das pesquisas científicas no Brasil seria inexistente caso houvesse administração de qualidade sobre tal. A importância das pesquisas é inexplorada pelo Estado, ainda que casos como a pandemia de COVID-19 exponha a relevância desses estudos. Nesse contexto, é viável lembrar da fala de Sir Arthur Lewis, vencedor do prêmio nobel. Lewis afirmou que educação nunca é despesa, e sim investimento com retorno garantido. Portanto, é inaceitável que o governo brasileiro descuide dessa área.
Outrossim, é possível somar aos aspectos supracitados a desvalorização que é submetida aos cientistas brasileiros. Apesar das pesquisas científicas nas universidades brasileiras serem tratadas como irrelevantes, programas como o Ciências sem Fronteiras foram criados em nosso país. O Ciências sem Fronteiras foi responsável por oferecer bolsas aos pesquisadores brasileiros em universidades do exterior, até sua extinção. Assim, é nítido que, embora as universidades nacionais fossem ignoradas, os cientistas ainda recebiam oportunidades de elaborar seus projetos científicos, e após o fim do programa, não foi criado nenhuma alternativa para a valorização desses profissionais, concretizando a crítica feita por Lygia Fagundes Telles em “A disciplina do amor”, obra na qual a autora modernista afirmou que nascer no Brasil até que é bom - ruim é não ter voz e nem vez.
Em síntese, as pesquisas científicas nas universidades brasileiras se encontram desvalorizadas por questões de subadministração, e isso deve ser combatido. Destarte, faz-se necessário que o governo, em parceria com o Ministério da Educação, por meio de verbas direcionadas, invista nas universidades brasileiras e em seus cientistas, com programas orientados para projetos científicos extremamente necessários, a fim de receber os retornos que Lewis afirmou serem garantidos. Deste modo, os cientistas brasileiros receberão voz, vez, e o Brasil melhora sua situação educacional.