A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 09/02/2021
Segundo uma pesquisa realizada pela empresa Clarivaty Analytics, 15 universidades federais foram responsáveis por 60% da produção científica no Brasil entre os anos de 2013 e 2018. Apesar da grande contribuição, o sistema de ensino superior público nacional tem sofrido com cortes e contingenciamentos de verbas e com a banalização da ciência, o que compromete significativamente o desenvolvimento das pesquisas brasileiras nos próximos anos. Portanto, tornam-se imprescindíveis medidas que revertam os fatos.
Indubitavelmente, a limitação dos gastos das federais estipulada desde 2014 no governo Dilma Rousseff e que persiste no governo Bolsonaro, acarretou no sucateamento de diversos estudos universitários. Contudo, com a atual pandemia do Covid-19, a necessidade de pesquisas sobre o vírus e do desenvolvimento de vacinas eficazes demonstra, em nível global, a importância de investimentos na área científica. Entretanto, a precária infraestrutura, falta de equipamentos e cortes de bolsas de importantes cientistas tornam a pesquisa lenta.
Do mesmo modo, o questionamento sobre a veracidade da ciência tem limitado o conhecimento e o progresso da sociedade. Nos últimos anos, indivíduos anticiência tem se reunido para debater teorias já inválidas ainda durante a Idade Média. Como exemplo, são os grupos defensores da hipótese da Terra plana, que defende a ideia arcaica de que o formato do planeta é plano. Tal movimento, prejudica o desenvolvimento científico, fomentando a nulidade das pesquisas realizadas nas universidades públicas.
Portanto, é dever do Ministério da Educação em parceria com usuários de contas educativas em grandes plataformas digitais, como: influenciadores do Youtube e Instagram, conscientizar por meio de textos e vídeos, que demonstrem a importância dos estudos científicos para a sociedade durante os séculos e informem como cada descoberta funciona na prática, acarretando no estimulo para o desenvolvimento de pesquisas no Brasil.