A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 19/02/2021

A Constituição Federal de 1988 preconiza que é competência das organizações político-administrativas brasileiras protejer à ciência e à pesquisa. Todavia, a realidade da pesquisa científica nas universidades do país contraria o texto da Carta Magna. Tal fato deve-se não só a descredibilidade da ciência, como também a falta de investimento no setor.

Sob esse viés, observa-se o descrédito da ciência como consequência da disseminação de “fake news”. Conforme o livro “O mundo assombrado pelos demônios”, do expoente astrofísico Carl Sagan, os demônios, que assombram a humanidade, representam o senso comum. Nesse sentindo, a atual propagação massiva, em meios como “WhatsApp” e “Fecebook”, de notícias que se não se baseiam no método científico, difundem-se entre os grupos sociais e afligem a confiança na ciência. Dessa maneira, urge combater essa problemática a fim de melhorar a conjuntura da pesquisa nas universidades.

Além disso, a falta de investimento na repartição de pesquisa das escolas superiores auxiliam no seu estado precário. Segundo o sociólogo Zygmunt Bauman, os indivíduos na sociedade, foram, de modo geral, abandonados aos próprios recursos. Sob esse respeito, o Estado falha em não investir de forma suficiente na pesquisa brasileira, tendo em vista a sua importância a nível mundial, como por exemplo, na criação de medicamentos e novas tecnologias que contribuam para o avanço e bem-estar da sociedade. Dessa forma, é necessário protejer a ciência como articula a Constituição.

É urgente, portanto, aprimorar e confiar nas pesquisas dos institutos de ensino brasileiros. Para tal, cabe ao Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicação - como responsável pelo desenvolvimento científico do país - fomentar a pesquisa nacional, por meio de um maior direcionamento de verba para as universidades, bem como a construção de centros de pesquisa mais especializados, com o intuito de elevar o conhecimento científico no Brasil. Assim, será possível combater os “demônios” citados por Sagan e aumentar a credibilidade da pesquisa.