A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 23/03/2021

De acordo com o Ministério da Ciência e Tecnologia, o número de pesquisadores no Brasil é de 1,3 a cada 1000 habitantes. Sob esse viés, é perceptível que a baixa quantidade de cientistas no atual contexto deve-se aos desafios que esses indivíduos enfrentam para obter apoio econômico suficiente a produção das pesquisas científicas realizadas nas universidades brasileiras. Dessa forma, infere-se que a negligência governamental em assegurar verbas públicas às unidades de ensino é um fenômeno motivador para essa problemática. E também, observa-se que a sociedade brasileira apresenta-se omissa em apoiar o campo de pesquisas científicas nacionais, o que agrava esse contexto ainda mais.

A priori, vale ressaltar que a falta de recursos e um complexo processo burocrático para a realização de artigos científicos são fatores cruciais a essa problemática. Sob essa perspectiva, convém analisar os crescentes cortes relacionados às pesquisas públicas no país em que no ano de 2018, apenas 1,26% do PIB foi direcionado a área científica de acordo com dados do Ministério da Ciência e Tecnologia. Dessa forma, percebe-se que com a falta de verbas há o surgimento de adversidades, como os baixos salários e dificuldades em conseguir um financiamento a fim de estar apto a se dedicar integralmente as pesquisas. Portanto, essa situação precisa ser mitigada.

Outrossim, é imprescindível notar que poucas universidades brasileiras produzem materiais científicos. Segundo uma pesquisa da Academia Brasileira de Ciências, as instituições públicas de ensino respondem por mais de 95% de toda produção científica do atual contexto nacional. Isto posto, constata-se que há pouco incentivo a geração de pesquisas científicas por parte das universidades particulares de ensino, que por sua vez, correspondem a 87% das instituições de educação superior no país, segundo o Ministério da Educação. Assim, vê-se uma omissão por parte do corpo acadêmico em incentivar e apoiar o desenvolvimento de artigos científicos no país.  Logo, esse cenário urge solução.

Em suma, conclui-se que é necessário reverter essa conjuntura. Para isso, é fundamental que o Governo Federal, como órgão de instância máxima de poder, atrelado ao Ministério da Educação, providencie maiores investimentos ao campo dos artigos científicos em universidades públicas e privadas, por meio de um maior investimento do PIB na educação, com isso, será possível aumentar a quantidade de pesquisas. Ainda por ações estatais, cabe ao governo, em parceria com a mídia, planear programas de debates sobre a importância da produção científica para o progresso tecnológico de um país, para que a sociedade reconheça o valor e incentive os projetos dos cientistas, a fim de que esses, possam encontrar maiores oportunidades em seu campo de trabalho. Assim, será possível aumentar o número de pesquisadores científicos como relatado nos dados do Ministério de Ciência e Tecnologia.