A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 22/02/2021
De acordo com a Geografia, a demografia contemporânea, a qual está relacionada com a baixa taxa de mortalidade e com a alta expectativa de vida, só foi possível pela evolução da medicina. De fato, os investimentos na ciência proporcionaram esse grande feito. Todavia, na conjuntura brasileira, as pesquisas científicas, paulatinamente, são desprezadas, o que inviabiliza o progresso do país.
Em primeiro plano, vale ressaltar que o investimento em pesquisas científicas é fundamental no bom desenvolvimento de uma nação. Nessa lógica, o aperfeiçoamento das várias áreas da ciência por meio do trabalho dos pesquisadores gera resultados surpreendentes para a sociedade como um todo. Um grande exemplo disso é o papel relevante das universidades públicas brasileiras no combate à doenças graves, como o zikavírus. Segundo especialistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), esse quadro viral é capaz de afetar potencialmente o cérebro e as respectivas funções dos infectados. Tal descoberta revela a importância dessa instituição pública no conhecimento dos sintomas de moléstias perigosas. Com isso, o Estado é obrigado a agir na prevenção desses males, promovendo a saúde e o bem-estar social.
Entretanto, a valorização do excelente serviço dos pesquisadores da ciência estão sendo negligenciados, no Brasil, pela atual gestão governamental. Lamentavelmente, o país investe menos de 2% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor científico, sendo que a meta pelo Presidente da República, Jair Bolsonaro, era de 3%. Sob o pretexto de um “estado mínimo”, o qual investe minimamente em ciência e tecnologia, a nação brasileira perde em termos de progresso. Nesse sentido, o país fica dependente das pesquisas e das descobertas internacionais, o que é um processo caro e, muitas vezes, ineficiente, pois não enfrentam as causas de doenças e de desastres, mas sim, as consequências. Assim, há o desperdício financeiro e, sobretudo, a paralisação do desenvolvimento econômico e social.
Portanto, torna-se crucial a ação estatal em fomentar as pesquisas científicas para reverter eventuais problemáticas nacionais. Cabe, então, ao Ministério da Educação, por meio de verbas governamentais, destinar recursos no campo da ciência e da tecnologia. Isso será realizado com o objetivo de ampliar as pesquisas e as publicações científicas nas universidades públicas. Além disso, deve-se valorizar a profissão dos pesquisadores, seja pelo aumento salarial, seja pela criação de um justo plano de carreira. Logo, o Brasil alcançará o almejado desenvolvimento sócioeconômico.