A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 23/02/2021

Falta de insumos, baixa remuneração, corte orçamentário e infraestrutura precária. Esse contexto, em Universidades Públicas no Brasil, descreve a situação dos ambientes laboratoriais. Fato esse que corrobora com o atraso científico do País e aumenta sua dependência externa nesse setor. Sendo essa situação ocorrida devido ao desconhecimento estrutural acerca do assunto, como também a inobservância estatal.

Em primeiro lugar, o desconhecimento estrutural acerca do fazer científico fecunda falta de apoio. Sob esse viés, o Jornalista Gilbert Dimenstein, em sua obra ‘‘Cidadão de papel’’, defende que o comportamento manifestado por uma sociedade é consequência da trajetória socioeducacional durante a infância do indivíduo. Tal fato é notório, a medida que as Instituições Públicas, educacionais, do fundamental ao colegial, não conseguem promover a experiência da pesquisa aos alunos, grande parte disso, devido a deficitária estrutura laboratorial no ensino público do País. Desse modo, a distância provocada faz com com uma alienação sobre sua importância impere e gere uma maior falta de apoio.

Em segundo plano, o posicionamento apático de Chefes de Estado sobre o estudo cientifico, o desvaloriza. Em virtude dos sucessivos cortes orçamentários e da omissão de discursos sobre a crise, a qual a pesquisa laboratorial vem sofrendo, nessa perspectiva, promove-se, no Setor privado, um desânimo em investir  nesse avanço, como também o aumento da Fuga de Cérebros, fenômeno no qual os países latinos vem passando, sendo caracterizado pela emigração de jovens qualificados, ja que saem do país em direção à países desenvolvidos, os quais lhe dão maior infraestrutura técnico-científica. Por conseguinte, uma postura passiva do Estado frente ao sucateamento dos ambientes científicos  no ensino superior público acaba gerando uma deflação em possíveis investimentos e perca de grande poder intelectual, logo postergando a melhora desse quadro.

É indubitável, portanto, que a falta de conhecimento e contato com a pesquisa, desde de cedo, aliado com um posicionamento irresponsável, por parte de Governantes Federais como estaduais fomentam o atrofiamento dessa área. Destarte, o Governo Federal, como provedor dos direitos públicos, deve ,junto com o Ministério da educação, incentivar o investimento da iniciativa privada em pesquisas universitárias, por meio de concessões tributárias a esta, a fim de que seu investimento traga fôlego aos estudos e diminua o fenômeno da fuga de cérebros,  junto com um orçamento maior provindo da União. Ademais, as Instituições educacionais públicas aliadas com centros de ensino de nível superior possam levar os estudantes para esse plano científico, em prol de aumentar o coletivo de futuros pesquisadores, somente assim, diminuir-se-á esse atraso tecnológico.