A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 07/03/2021

Consoante ao célebre filósofo moderno Immanuel Kant, “É no problema da educação que assenta o grande segredo do aperfeiçoamento humano.” Hodiernamente, esse modo de pensar se aplica não apenas ao aperfeiçoamento humano, mas também ao desenvolvimento da sociedade brasileira. Esse desenvolvimento é, principalmente, dependente da pesquisa científica, que no panorama atual é majoritariamente oriundo das instituições de ensino superior brasileiras. Contudo, apesar das pesquisas provindas das universidades brasileiras serem mister para a modernização do país, o descaso estatal, ademais a incultura das massas em relação ao trabalho científico nessas instituições, acaba por gerar a redução de investimentos, ocasionando a recorrente falta de estruturas no setor. Por conseguinte, o desenvolvimento científico no país entra em retrogradação.

Primeiramente, vale pontuar que, a pesquisa científica promove melhorias em esferas sociais, econômicas, médicas, e tecnológicas, proporcionando o advento de novas descobertas ou o improvimento de conhecimentos e tecnologias atuais. Dito isso, de acordo com publicação feita por Clarivate Analytics, entre os anos de 2011 e 2016, o Brasil publicou mais de 250 mil artigos científicos na base de dados Web of Science, correspondendo a 13ª posição global. Destarte, é explícito o potencial brasileiro em relação á sociedade científica mundial.  Ademais, segundo a Academia Brasileira de Ciência, somente cinco por cento da produção científica brasiliense não origina das universidades públicas do país, pontuando a importância desses institutos para a pátria. Entretanto, os cortes financeiros, provindos principalmente do Governo Federal, prejudicam as instituições de ensino, e por conseguinte, acabam por prejudicar o desenvolvimento da sociedade brasileira como um todo.

Segundo o filósofo e pedagogo brasileiro Paulo Freire, “Não há ensino sem pesquisa ou pesquisa sem ensino.” Portanto, levando essa convicção em conta, e se baseando no ideal apresentado anteriormente, por Immanuel Kant, uma solução viável ao problema apresentado seria a integração da ciência no cotidiano da população, por meio de feiras e exposições científicas em escolas, shoppings e locais públicos, organizadas por governos estaduais em parceria com instituições de ensino superior de todo o país, reeducando a população sobre a relação entre educação, pesquisa e desenvolvimento. Nelas, seriam apresentados  estudos científicos e suas aplicações para a sociedade. Dessa forma, além de conscientizar a população da importância da pesquisa científica, não somente para a educação, mas para o engrandecimento do país como um todo, também é salientada a imensurável importância das universidades brasileiras nesse quesito. Por conseguinte, ao mudar a cultura da sociedade em relação a estas instituições, é garantido o futuro investimento privado e estatal no setor.