A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 03/03/2021

As pesquisas científicas realizadas nas universidades brasileiras são de grande importância e destaque, tanto em território nacional como internacionalmente, já que, 95% da produção científica do Brasil nas bases internacionais, vêm de pesquisas universitárias. Porém, o governo e a população brasileira parecem não valorizar e incentivar o desenvolvimento da ciência, o que vai completamente contra o pensamento do filósofo grego Sócrates, que acreditava que não existe desenvolvimento e vida de qualidade sem ciência, já que esta dá suporte à vida e seria o ideal para uma nação evoluir.  Portanto, convém analisar os principais desafios relacionados a esse tópico, como a falta de investimento adequado do governo e a ausência de valorização da ciência por parte da população.

Diante desse cenário, é possível destacar a carência de investimentos adequados e os cortes de verba realizados pelo governo como um dos principais problemas enfrentados pelos pesquisadores científicos das universidades públicas brasileiras. Segundo uma notícia publicada pelo G1, o Ministério da Educação anunciou um corte de verba de mais de quatro bilhões na educação para o ano de 2021; isso inclui desde o ensino primário até as grandes universidades públicas, como USP, UFRGS, entre outras. Isto indica o descaso, o despreparo e a desvalorização total das pesquisas e de tudo que as instituições de ensino superior nos oferecem, como vacinas, remédios e novas tecnologias. É inadmissível que em um país tão populoso e em busca por desenvolvimento da educação e na qualidade de vida esse contexto se perdure.

Além disso, pode-se salientar a falta de conhecimento da população como outro grande desafio das pesquisas científicas, já que, por não entenderem a relevância destas, não lutam pela continuidade, investimentos e outros aspectos de incentivo às pesquisas. A falta de consciência faz parte da alienação, onde as pessoas não buscam saber sobre o impacto que o investimento na ciência pode trazer sobre a sociedade e sobre cada indivíduo; como, por exemplo, o fato de um remédio criado por um cientista pesquisador da UFRGS poder diminuir em mais de noventa milhões o orçamento do SUS, ao levar pacientes com problemas cardíacos melhorarem e prolongar suas vidas.

Destarte, convém ao Ministério da Educação realizar ações e movimentos para que não haja mais corte de verbas, através de apresentações de projetos de lei na Câmara e contando com o apoio dos estudantes em manifestações pacíficas. Outrossim, compete ao governo a promoção de parcerias público-privadas com os grandes meios de comunicação para que haja a conscientização da população, através de propagandas. Espera-se, com isso, que as pesquisas possam ser valorizadas e incentivadas

no Brasil, levando ao pleno desenvolvimento desejado de acordo com Sócrates.