A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 09/06/2021
Em seu livro “O mundo assombrado pelos demônios” Carl Sagan, cientista norte americano, expõe que a ciência, como uma vela na escuridão, retirou a humanidade do obscurantismo de surpestições. Nesse viés, o cientista escreve como o estudo, por meio do método científico, salvou bilhões de vida, seja descobrindo causas de doenças ou desenvolvendo tratamentos. Sob essa lógica, vê-se que a pesquisa científica possui alta relevância e deve ser promovida, entretanto, não é o que acontece. Logo, as pesquisas científicas, sobretudo realizadas por universidades brasileiras, urgem de investimento financeiro, já que são fonte de conhecimento e caminho para o desenvolvimento de uma nação.
Nesse perspectiva, vale ressaltar que as pesquisas científicas não são apenas voltadas ao universo da medicina, mas também da economia, da antropologia e muitas outras áreas, sendo que 95% dessas pesquisas são feitas por universidades públicas, de acordo com Acadêmia Brasileira de Ciências. Por isso, é de suma importância que se destine recursos para essa área. Contudo, visto que no governo Bolsonaro houveram cortes de verbas tanto em pesquisas quanto em universidades públicas, evidencia-se que esse governo não possui prioridades em relação às pesquisas, o que configura-se como um grave problema que atrasa o desenvolvimento do país.
Outrossim, cabe destacar que a base de uma sociedade capitalista é o capital, consoante ao que o filósofo Karl Marx defende. Nesse âmbito, investimentos financeiros são necessários para que impasses sejam resolvidos. Dito isso, pela previsão orçamentária do Governo Federal para 2021, somente o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI) perderá 34% de sua verba anual, o que caracteriza-se como um atraso para a ciência brasileira promovido pelo governo de Jair Bolsonaro. Além disso, vê-se que as pesquisas científicas de universidades públicas nunca foram tão necessárias como no atual momento de pandemia da Covid-19. Logo, somando os fatos de redução de orçamento, pandemia e um governo que não promove a ciência, o cenário do Brasil é alarmante.
Portanto, as pesquisas científicas feitas por universidades públicas devem ser prioridade em um governo que zele pelo seu povo. Por isso, cabe à população eleger candidatos compromissados com o desenvolvimento científico, por meio do voto, de modo que sejam eleitos políticos conscientes e com propostas orçamentárias que enviem verba para o Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações.Espera-se, dessa forma, que o Brasil saia daquele obscurantismo cunhado por Carl Sagan e seja amparado com o destino de recursos às universidades federais.