A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 22/03/2021

Na Copa de 2014, o exoesqueleto desenvolvido no Brasil sob o comando do neurocientista Michel Niconelis, prometia fazer um paciente tetraplégico caminhar e chutar a bola na abertura. Porém, o momento teve pouco destaque e foi desprezado pela mídia. Infelizmente, o episódio apresentado revela um grave problema de caráter específicos quanto a desvalorização da fomentação de pesquisa no Brasil, seja por falta de divulgação, seja por precarização e escassez de recursos.

A priori, é necessário lembrar também, do cientista vencedor do Nobel, Carlos Chagas, que atualmente também é pouco conhecido. Assim, essas situações corroboram com as conclusões da Escola de Frankfurt, de que para um objeto se tornar cultura de massa, deve ser de baixo conteúdo filosófico e necessidade cognitiva. De forma que a ciência exige um conhecimento prévio e demanda reflexões.

Ademais, segundo Zigmund Baumann, a sociedade atual demanda coisas imediatas. Porém, a ciência demanda tempo e muitas descobertas anos e anos de estudo e pesquisa. Corroborando com esse pensamento, segundo a Universidade de São Paulo, cerca de 95% das pesquisas atuais são realizadas em universidades públicas. Porém, segundo o senado em 2015, o gasto com pesquisa era na casa dos 13,97 bilhões. Infelizmente em 2020, diante da pandemia do novo coronavírus o gasto foi de apenas 5 bilhões.

Portanto, diante do que foi exposto, medidas precisam ser tomadas. Cabe ao Estado, por meio do Ministério da Comunicação, difundir para a população o que tem sido produzido no meio cientifico no Brasil, por meio das mídias de televisão, serviços streaming por meio de documentários científicos. Também, cabe ao Executivo aumentar as verbas para pesquisa e incentivos a publicação em revistas cientificas. Quem sabe assim, talvez, a visão do povo tupiniquim mude a respeito das pesquisas cientificas nas universidades no Brasil.