A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 21/03/2021

No filme “Epidemia”, a contaminação de pessoas por um agente patológico muito virulento, tornou necessária uma corrida pelo modo de curar aqueles enfermos, exaltando a importância da ciência para o bem-estar da humanidade. Entretanto, no Brasil, os cortes de verbas para as universidades públicas brasileiras e a falta de incentivo para o engajamento científico dos pesquisadores, têm colocado em risco a produção científica do país.

Em primeira análise, observa-se uma sucessiva diminuição da verba destinada para a educação. Nesse sentido, desde o segundo mandato da presidenta Dilma (PT), tem havido um constante corte de investimentos nas universidades, o que afetam diretamente a quantidade e qualidade dos estudos. Isso é um problema, pois segundo uma reportagem do Ciência na Rua, mais de 95% do que é produzido em território brasileiro, no tocante às pesquisas científicas, é resultado do trabalho dos centros públicos de ensino superior. Dessa forma, faz-se imprescindível uma atenção maior para esse setor.

Em segunda análise, constata-se que não há uma política eficaz de incentivo a carreira científica. Consoante ao divulgado pelo jornalismo da Rede Globo, o Concelho Nacional de Pesquisa Científicas (CNPq) perdeu mais da metade do orçamento para bolsas de iniciação científica e formação continuada. Esse programa é uma das portas de entrada de muitos jovens universitários para o incrível mundo da pesquisa, além de oferecer a mão de obra necessária à muitos pesquisadores de carreira para desenvolverem seus indispensáveis estudos. Com isso, o sucateamento de um programa como esse é um grave atentado contra a produção científica.

Portanto, são necessárias ações para reverter a problemática citada. Nesse contexto, é dever do Governo Federal, por meio da parceria com os Ministérios da Educação e da Ciência e Tecnologia, aumentar a capacidade de pesquisa nos centros públicos de ensino, fornecendo fundos e amparo aos editais de fomento (CNPq, CAPES e Editais Internos das Universidades) e investindo cada vez mais na infraestrutura dos Institutos Públicos, a fim de elevar a quantidade e qualidade das pesquisas desenvolvidas no Brasil e - como no filme “Epidemia” – exaltar a ciência.