A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 27/03/2021
O Brasil pode explodir
Na obra alemã “Dark”, da distribuidora “Netflix”, o mau uso dos recursos científicos ocasiona uma explosão nuclear que põe fim ao mundo. Decerto, embora seja uma obra ficcional, o seriado expõe as consequências advindas da utilização errada da ciência. Tal realidade, ainda que hiperbólica, vai ao encontro da pesquisa científica nas universidades brasileiras que, mesmo acarretando muitos benefícios à nação, ainda é desmotivada por meio de cortes de verba.
Em primeira análise, pontua-se sobre como o correto uso das atividades acadêmicas favorece a sociedade. Baseando-se nos resultados brasileiros durante a pandemia, é possível perceber o papel fundamental da ciência. Prova disso, é a reportagem veiculada no portal “G1” que demonstra a criação de uma vacina completamente nacional e que funciona no combate ao vírus, desenvolvida na Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto - FMRP. Dessa forma, é perceptível que as pesquisas científicas nas universidades brasileiras são essenciais para o bem-estar da população.
Entretanto, o desenvolvimento dessa tecnologia representa uma excessão ao atual contexto do país, marcado por cortes recentes em bolsas, popularização de negacionistas e diminuição de investimentos. Segundo matérias da rede “CNN”, explícita-se como as mentalidades do novo presidente da federação prejudicam a situação das pesquisas no país. Dentre elas, é possível observar afirmações de teor defasado até entre ministros - como no caso de Ricardo Salles, da pasta do meio ambiente, que já declarou não acreditar no aquecimento global. Com isso, cortes de bolsas científicas foram efetuados nas principais instituições brasileiras como a UNIFESP, CAPES e CNPQ, deixando-as instáveis financeiramente. Sendo assim, é coerente afirmar que a pesquisa nas universidades brasileiras sofre com desincentivos financeiros e sociais por agentes políticos.
Observa-se, portanto, que ainda que a pesquisa brasileira traga benefícios ao país, sofre com malefícios, tal qual o corte de verba. Assim, o Ministério da Educação e Cultura (MEC) - órgão responsável pela situação educacional do país - deve, por meio de planos de governo, redistribuir investimentos para suprir aqueles que foram cortados no início de 2019, para que, então, a população brasileira seja favorecida pelo fazer científico, afastando a contemporaneidade do Brasil, da ficção alemã distópica de “Dark”.