A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 12/04/2021
“A educação move o mundo”, como já dizia o líder rebelde e presidente da África do Sul, Nelson Mandela, figura de destaque na luta pelos direitos e independência do povo africano. Atualmente, no Brasil, no governo do presidente Jair Bolsonaro, ocorreu mais uma redução das verbas que eram destinadas às pesquisas cientifícas. Por conta disso, é mais difícil criar e desenvolver trabalhos dessa natureza e, consequentemente, gera a emigração dos pesquisadores do país para outras regiões do mundo.
Nesse âmbito, é preciso pontuar, de início, que os baixos investimentos não permitem a manutenção dos projetos existentes e nem a produção de novos, já que não é possível comprar os aparelhos, materiais e realizar os testes necessários. Visto que, em 2015, o bioquímico Paulo Bittencourt, elaborou um medicamento que minimiza problemas cardiovasculares - principal doença que assola os brasileiros - apesar de sua efetividade em animais não foi possível os testes em humanos devido à negligência do Governo. Diante do exposto, é evidente que é possível fazer grandes avanços tecnológicos com os poucos recursos disponíveis, porém com uma maior infraestrutura seria possível realizar descobertas ainda maiores, que contribuiriam diretamente para o desenvolvimento do país e da humanidade.
Além disso, é importante destacar que o descaso do Estado tem como consequência a mudança dos profissionais especializados para outras nações, nas quais podem realizar seus experimentos - a chamada fuga de cerébros. Ademais, os Estados Unidos é o principal destino desses indivíduos, já que é um país que investe muito nessa área, um exemplo disso, é o Vale do Silício - local no qual há uma concentração de empresas e pesquisadores - que em sua maioria , não são americanos. De acordo com os dados divulgados pelo Globo o mundo está se desenvolvendo e o Brasil não, pois se encontra na posição 80º do ranking de dados de talento.
Em suma, é necessário que medidas sejam tomadas. Logo, cabe ao Ministério da Economia redirecionar um maior percentual do PIB nacional (Produto Interno Bruto) para a área da educação, principalmente, para iniciação cientifíca. E, juntamente com o Ministério da Educação criar programas que estimulem os estudantes a criarem pesquisas. Tal ação pode ser realizada por meio das mídias sociais e redes de comunicação - com informações sobre os documentos exigidos para dar início aos projetos e propagandas de incentivo - esses critérios sendo estabelecidos pelas próprias instiutuições. Com o fito de oferecer mais oportunidades para avanços tecnológicos nacionais e reduzir a fuga de cerébros - consolidando o pensamento de Mandela.