A pesquisa científica nas universidades brasileiras

Enviada em 12/04/2021

Em tempos essencialmente tecnológicos, o constante desenvolvimento científico tornou-se necessário diante das novas necessidades humanas. Entretanto, o Brasil, ironicamente, secundariza tal setor. Isso se revela na complexa burocracia e no baixo investimento envolvidos nas pesquisas científicas.

Primeiramente, os entraves burocráticos desvigoram as pesquisas científicas brasileiras. Segundo um estudo conduzido pelo neurocientista da UFRJ, Stevens Rehen, 46% dos cientistas já perderam material retido na alfândega e 95% já deixaram de fazer ou alteraram estudo por problemas na importação. Diante disso, nota-se a impraticabilidade da ação dos cientistas brasileiros, uma vez que, os empecilhos administrativos retardam ou, até mesmo, bloqueiam o curso de suas pesquisas.

Além disso, a precária disponibilidade de verbas às instituições públicas é um fator limitante à realização das pesquisas. De acordo com o escritor americano Joseph Wood Krutch, “A tecnologia torna as grandes populações possíveis, grandes populações tornam a tecnologia indispensável”. Segundo essa linha, revela-se o quão irônica é a atitude do governo brasileiro, que como um país populoso e detentor de fartos recursos secundariza o setor de pesquisas científicas.

É necessário, portanto, que o Governo Federal assuma uma posição a favor da comunidade científica brasileira. Posto isso, o Poder Legislativo deve desburocratizar o processo de obtenção de materais para as pesquisas, concedendo assim mais autonomia às universidades. Além disso, o Governo deve ainda há de ampliar a disponibilidade de verbas de acordo com as necessidades das respectivas universidades. Assim, alcançar-se-á a curto prazo um Brasil mais propício ao florescimento do setor cíentifico.