A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 15/04/2021
“A saúde é conservada pelo conhecimento e observação do próprio corpo”. A frase de Marco Túlio Cícero, famoso filósofo e orador romano, representa a importância da pesquisa científica nos setores medicinais para a preservação de uma nação saudável. No entanto, no Brasil, observa-se um cenário divergente a essa realidade devido aos cortes de verbas destinadas à iniciação científica nas Universidades Públicas, detentoras de cerca de 95% de todas as pesquisas produzidas no país, de acordo com a Academia Brasileira de Ciências. Isso ocorre em razão da insuficiência de políticas públicas vigentes, além da desvalorização das Instituições de Ensino Superior (IES) brasileiras.
Em primeiro lugar, vale destacar a negligência dos governantes na criação e manutenção de projetos de distribuição de renda que valorizem o setor científico. Sobre isso, Aristóteles, grande filósofo grego, afirma que a política deve ser articulade com a finalidade de alcançar e manter o equilíbrio social, pensamento que, claramente, não tem sido aplicado eficientemente na contemporaneidade. Dessa forma, torna-se inegavel que as políticas publicas atuais são limitadas e, portanto, não abrangem a totalidade das necessidades da comunidade acadêmica e científica brasileira.
Outrossim, a ignorância de muitas pessoas geram uma estigmatização das Universidades Públicas no país e, quando isso parte dos gestores públicos, a consequência é o abandono e desvalorização dessas IES. Tal fato é combatido por Arthur Lewis, economista britânico, que defendia que a educação nunca deve ser considerada apenas como despesa, mas como um investimento que garante retorno para a nação. Sob essa ótica, é possível concluir que a ciência é negligenciada devido à desinformação e incompetência dos governadores políticos brasileiros e, como resultado, toda a população sofre.
Infere-se, portanto, que o descaso com as pesquisas científicas no Brasil é uma questão que deve ser debatida e solucionada. Logo, cabe ao Governo Federal desenvolver ações de incentivo às práticas científicas no pais. Isso pode ser feito por meio de destinação de verbas públicas para melhorar a infraestrutura dos laboratórios públicos nas universidades, garantir insumos e ofertar maiores números de bolsas aos estudantes. Tal operação deve ter por finalidade estimular a participação popular na produção científica do país. Dessa forma, garante-se que, assim como dito por Cícero, a nação esteja saudável em virtude do conhecimento.