A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 05/05/2021
Os cientistas Crick e Watson, em 1953, descobriram a estrutura molecular do ácido desoxirribonucleico (DNA), o que permitiu o desenvolvimento de exames de diagnósticos e novos tratamentos medicinais. Desse modo, é possível observar a importância dos investimentos tecnológicos para o desenvolvimento de toda comunidade. Entretanto, essa é uma realidade distante para o Brasil, visto que o sucateamento das Universidades Públicas impactam diretamente no desenvolvimento científico e gera consequências desastrosas, principalmente em cenário pandêmico.
À priori, os cortes nos investimentos das Universidades públicas, nas quais dispõe da maior parte da produção científica, representam um retrocesso para o país. Nesse diapasão, segundo o presidente do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), o fluxo de recurso, reduzido desde 2014, defasou a tecnologia em laboratórios e Universidades em 80%. Assim, com a diminuição de insumos, equipamentos e profissionais capacitados, o Brasil tornou-se dependente de outros países, sobretudo com a pandemia do novo coronavírus.
Ademais, esse descaso governamental com a inovação impacta diretamente não só a economia nacional, mas também o bem-estar populacional. Dessa maneira, ficou ainda mais evidente, com a Covid-19, a importância tecnológica e paradoxalmente a ausência dela em território Nacional, dado que precisou-se comprar insumos como seringas e vacinas de outros países para conter as altas taxas de contágio e mortalidade do novo coronavírus, o que impactou drasticamente não só a economia do país, bem como a qualidade de vida da população.
Em suma, está claro que cada vez mais a tecnologia se faz indispensável para o desenvolvimento social. Portanto, é imprescindível que o Governo invista em investimentos Técnicos e Científicos, por meio da destinação de verbas para Universidades Públicas, a fim de garantir suporte para remediar os estragos como os vienciados hodiernamente.