A pesquisa científica nas universidades brasileiras
Enviada em 22/04/2021
O filme “Radiotividade” relata a história de Marie Curie em seu caminho repleto de entraves até conseguir se destacar como uma renomada cientista. De forma análoga, os pesquisadores brasileiros encaram diversas dificuldades cotidianamente para conseguir desenvolver trabalhos científicos em universidades. Tal problemática ocorre, sobretudo, devido ao baixo investimento governamental e à ecassez de incentivos para a construção da carreira científica no âmbito acadêmico.
Primeiramente, destaca-se que a participação do Governo é primordial para o desenvolvimento da pesquisa científica no país, principalmente para a aquisição de equipamentos e materiais. De acordo com dados da Academia Brasileira de Ciências, cerca de 95% da produção científica brasileira ocorre nas universidades públicas, demonstrando a sua relevância para o setor. Inclusive, muitos destes avanços científicos são reconhecidos internacionalmente, a exemplo da pele de tilápia utilizada para tratar queimaduras graves que se tornou referência mundial.
Outrossim, é indubitável que há baixo incentivo para a carreira científica no Brasil. Devido à falta de investimentos, é de se esperar que inúmeros universitários se sintam desestimulados. Como exemplo, pode-se citar o fato de que as bolsas de estudo oferecidas pelo Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico estão congeladas há anos, além de serem oferecidas em menor quantidade. Sendo assim, nota-se que a democratização às pesquisas científicas também fica comprometida.
Portanto, infere-se que é necessário maiores investimentos e incentivos para o setor. Para tal, é fundamental que o Governo Federal, por meio do Ministério da Ciência e Tecnologia, direcione os recursos adequados para as universidades e reajuste os valores e as quantidades de bolsas disponíveis para os pesquisadores, a fim de estimulá-los na construção de carreira e fomentar a produção de seus trabalhos. Dessa forma, os cientistas que atuam em universidades brasileiras poderiam despontar como referência mundial, assim como Marie Curie.